As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 20/10/2019
Desde a Era das Descobertas, século XV, a pirataria era algo comum entre os países que buscavam novas rotas de comércio, visto que aspiravam a lucros cada vez mais altos a fim de se conquistar uma hegemonia econômica e manter o domínio entre as demais nações. Com efeito, tal conjuntura mostra-se ininterrupta no cenário hodierno global, haja vista as altas taxas de pirataria mundial. Isso ocorre, ora em função do despreparo civil, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Em princípio, urge abordar a falta de criticidade entre os cidadãos brasileiros no que tange à compra de produtos ilegais por serem mercadorias, na grande maioria, mais baratas que as originais. Esse fato torna-os passivos de crimes por não terem noção a respeito das consequências da pirataria no que toca à ética e à manutenção da criminalidade. Isto posto, percebe-se que a pouquidade de informações socioeducacional acerca de condutas sociais íntegras e virtuosas fomenta sequelas que ferem a condição humana, defendida pelo filósofo contratualista Rousseau “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”.
Sob outro viés, é fulcral ressaltar a facilidade na entrada de mercadorias contrabandeadas na fronteira brasileira. Tal quadro aufere forças não somente na pouquidade de policiais preparados e bem treinados, como também no afrouxamento de leis de combate ao crime de pirataria. Sob tal ótica, é pertinente afirmar que a problemática vigente traz, além de impasses econômicos, a julgar pela diminuição da arrecadação de impostos, insegurança aos animais silvestres brasileiros, que são os mais ameaçados, segundo pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), 2018. Essa situação, consoante ao filósofo John Locke, configura-se a “quebra do contrato social”, pois o Estado não cumpre sua função de garantir direitos cruciais à vida, a saber, o bem-estar social e econômico.
Urge, portanto, medidas para mitigar tal agrura. Dessa forma, é imprescindível a atuação conjunta do Ministério da Educação e do Ministério de Segurança. Ao primeiro, cabe conscientizar os jovens e parentes, por meio de palestras no âmbito escolar, acerca das dos impactos da manutenção da pirataria na sociedade, a fim de desenvolver criticidade sobre seus atos. Ao segundo, deve aprimorar a preparação de policiais, mediante sólidos investimentos em táticas de captação de mercadorias ilegais na fronteira e de buscas comerciais e, além disso, aplique sansões às empresas que hajam na obscuridade de leis antipirataria vigentes. Assim, os cidadãos serão libertos da criminalidade indireta e o Brasil tornará excelência em proteção do bem-estar social e ambiental.