As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 27/10/2019
Desde o advento das Grandes Navegações, no século XV, o termo “pirataria” era empregado à indivíduos apátridas, pois tomavam posse de mercadorias transportadas em alto mar pelo Estado ou companhias por ele garantidas. Nas últimas décadas, devido às mudanças geopolíticas e tecnológicas, essa designação adquiriu um caráter diferente, sendo baseada nos atuais métodos de obtenção, visando menos custo, tendo duas vertentes características: O descaso governamental e as desigualdades sociais. Assim, é necessário analisar o fenômeno para contorná-lo.
Primeiramente, cabe ressaltar que, atualmente, a pirataria é financiada por facções criminosas que lucram com esse tipo de criminalidade. Nesse sentido, fica clara a falta de fiscalização estatal, contribuindo para a disseminação dessa prática no país. Além disso, vale destacar que com a atual crise econômica e o crescente número de desempregados no Mercado de Trabalho são fatores que incentivam a entrada de parte dessa população na ilegalidade, prejudicando a economia. Por conseguinte, confirmando dados do Exame que aponta a perda de 145 bilhões de reais no setor econômico brasileiro por causa desse ramo, somente no ano de 2017. Logo, é essencial combater esse tipo de mercado desleal.
Em contrapartida, a alarmante divergência no âmbito social tem alimentado significativamente essa indústria corrupta. Nessa diretriz, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, o homem moderno vive em tempos líquidos ao qual laços são rapidamente rompidos caso o indivíduo não se adapte e acompanhe o rumo. Sob essa lógica, as camadas prejudicadas recorrem a recursos como a pirataria para adquirir, com maior acessibilidade financeira, marcas de produtos que são utilizados pela sociedade mais privilegiada. Essa problemática revela como à ineficiência das políticas públicas, beneficiam o crescimento desse comércio ilegal.
Portanto, é evidente a tomada de atitude dos Governos Mundiais em parceria com as instituições de segurança nacionais para resolver esse impasse. Em primeira instância, é dever dos órgãos estatais de seguro mercantil, a averiguação do fluxo comercial de uma nação, contratando profissionais especializados que monitorem, por meio virtual, as transferências de mercadorias e tributos. Por sua vez também, é de extrema importância que o Ministério da Educação (MEC) crie programas de conscientização, convocando funcionários experientes na área que alertem os cidadãos sobre os malefícios dessas vendas não confiáveis, realizando o censo nessas regiões. Somente assim, essas medidas viabilizarão uma cidadania mais consciente sobre esse tema.