As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 30/10/2019

Na série internacional “Todo Mundo Odeia o Chris”, o personagem Perigo tem em seu carro diversos produtos piratas, com isso, acaba vendendo por um preço mais econômico a toda a comunidade do Brooklyn. Embora, seja uma obra ficcional, a produção cinematográfica apresenta características que se assemelham ao contexto atual. Essa influência negativa ocorre por fatores como empresas privadas e o indivíduo.

Em primeiro lugar, é necessário abordar sobre as empresas privadas ao redor do país. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 81% dos internautas brasileiros baixam músicas e filmes piratas, fazendo com que o comércio de produtos ilegais aumente no Brasil. Ademais, as empresas com o pensamento capitalista acabam cobrando um alto valor por seus produtos, no qual determinadas camadas com baixo poder aquisitivo não podem adquirir, fazendo expandir essa negociação. Outro assim, em razão da falta do devido conhecimento da comunidade sobre os direitos autorais, estimula diretamente o crime organizado.

Além disso, é importante analisar o indivíduo como propagador dessa influência irresponsável. Sobretudo, uma parcela significativa da sociedade brasileira se tornou consumidora constante dos produtos e arquivos piratas, principalmente pela internet. Entretanto, apesar de muitas empresas como Spotify oferecer um serviço acessível, ainda a indivíduos ao redor do país que cria a necessidade de burlar as regras. Segundo o filosofo Thomas Hobbes, o estado de natureza do homem e violento e corrupto, desse modo, faz com que a população pense em seu próprio interesse, sendo deixado em último plano seguir as leis.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, como na série em determinado momento o personagem é confrontado a mudar de comportamento, é necessário dar o devido foco. Desse modo, é dever do Ministério da Justiça, em conjunto com as empresas privadas, propagar a toda a população os efeitos negativos da compra desses artigos, através de panfletos e comerciais, evidenciando os crimes efetuados ao consumir esses produtos. Ademais, as instituições privadas podem passar a cobrar um preço relativamente baixo para indivíduos com baixa renda, aumentar a fiscalização sobre os sites que propaga esse conteúdo também é necessário. Evitando assim, que a problemática permaneça no Brasil.