As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 08/07/2020
A pirataria no Brasil não tem uma origem recente: na novela Novo Mundo, que retrata o período de colonização do país, contrabandistas saqueiam, transportam pessoas, animais e produtos, ilegalmente. No contexto atual, e fora da ficção, tal ato continua sendo recorrente e, por trazer consigo outras práticas criminosas e violentas, ameaça a vivência de indivíduos com a formação de zonas perigosas, bem como estimula a venda de mercadorias falsificadas, acarretando vários prejuízos econômicos.
Em primeira análise, é essencial ter em vista que os fabricantes plagiadores não atuam sozinhos, pois contam com a participação de caminhoneiros, por exemplo, responsáveis por transportar as mercadorias nas “zonas restritas”, protegidas por homens armados. Sob esse espectro, a reportagem feita pelo programa Câmera Record demonstra a vertigem na qual se encontram os moradores que vivem próximos a essas rotas. Na reportagem, eles contam que já foram ameaçados de morte por, em um tentativa de realizar atividades básicas, como ir ao trabalho, simplesmente terem transitado perto, comprovando o domínio dos criminosos, assim como na novela, sobre esses lugares brasileiros.
Em segunda análise, em consequência desse transporte sem fiscalização, os pirateadores fabricam cópias “fracas”, fazendo uso de materiais pouco duráveis, por mais que os artefatos venham a ser vendidos por preços altos, impactando, ainda mais, os consumidores. Nessa perspectiva, o Fórum Nacional Contra a Pirataria estima que o crime traz, anualmente, um saldo negativo de 6 bilhões de reais, vitimando, inclusive, aqueles que não sabem estar comprando produtos falsificados. Esse é o exemplo de Maria Aparecida, que, no Programa da Tarde, conta ter pago “caro” em um tênis e, após alguns usos, ele ter rasgado, impossibilitando a utilização do produto e trazendo prejuízo à compradora.
Portanto, tendo em vista os argumentos supracitados, urge que a população se certifique, cada vez mais, sobre a “originalidade” de determinados produtos, procurando selos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e da Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Concomitantemente, urge que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com prefeituras das “zonas de contrabando”, intervenha nesses locais com o aumento de frotas policiais. Somente assim a população poderá viver com mais segurança e os danos econômicos poderão ser prevenidos.