As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 10/07/2020

Na atualidade o comportamento negligente de grande parte da sociedade frente à pirataria, demonstra uma deturpação de valores éticos. Nesse sentido, tal conduta faz jus ao conceito da socióloga alemã Hannah Arandt, que retrata sobre “banalização do mal” sendo naturalizado pelo ser humano. Além disso, a comercialização de mercadorias falsificadas trás diversas consequências para a sociedade como a diminuição da arrecadação de impostos e o financiamento do crime organizado.

Em primeira análise, o fácil acesso e o baixo preço de produtos piratas  facilita o consumo desenfreado da população, causando um efeito de normalização do ilícito, retratado pelo filósofo polonês Zygmont Bauman, como o comportamento de uma  “modernidade líquida”. Nesse sentindo, a comercialização desses itens tem se tornado um mercado lucrativo, devido a ausência de tributação nesses produtos. Em vista disso, o governo deixa de receber recursos que são posteriormente destinados , por exemplo, à saúde, educação, economia e programas assistenciais. Além disso, pode desencadear prejuízos aos empresários e por consequência aumento do desemprego.

Em segunda análise, o fortalecimento do mercado criminoso dá-se mediante a continuidade do consumo de itens falsificados. Segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, na obra “raízes do Brasil” que faz referencia ao “jeitinho brasileiro” em obter vantagens acerca das situações. Assim, podemos correlacionar que a oferta de um produto com preço inferior ao original, estimula a ideia de ser benéfico independente de sua origem. Dessa forma, tal consumo está desencadeando recursos de financiamento ao crime organizado que está por trás da obtenção, fabricação e dispensação de artigos piratas.

Portanto, diante das consequências da pirataria na sociedade, é necessário que o governo auxilie na qualificação e aumento da corporação policial. Com isso, podemos desenvolver uma maior eficácia e rigidez nos mecanismos fiscalizatórios para apreensão de mercadorias, de inteligência para e desarticulação dos produtores, jurídico para maior rigidez na reclusão relacionada a pena de antipirataria e de mídia para divulgação de canais de denuncia. Em paralelo, o desenvolvimento educacional por meio de palestras, projetos, campanhas e aulas temáticas que incentivem a formação ética, nas quais hajam a presença de autoridades no assunto como juristas, policiais, especialistas e os familiares. Com o objetivo de combater esse mercado e desenvolver um senso critico na população.