As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 06/07/2020

A pirataria consiste em reproduzir ou vender produtos de outras pessoas sem autorização. Assim, pela facilidade da compra, venda e custo benefício, muitas pessoas preferem esse tipo de comércio ao das mercadorias originais. Entretanto, há consequências para a sociedade. Entre elas, financiamento de outros crimes, perda de dinheiro pelas empresas brasileiras e frustração dos consumidores. Isso faz com que a economia e a vida da sociedade sejam prejudicadas.

A priori, a pirataria é um crime que prejudica as pessoas desde o século XV, uma vez que piratas, como eram conhecidos os ladrões em alto mar, roubavam as mercadorias dos navios para serem vendidas a preços mais baixos. Isso ainda ocorre no século XXI, porque há barateamento dos produtos e, consequentemente, atração dos consumidores por causa dos preços mais acessíveis aos brasileiros. Porém, outros crimes também são desencadeados, como tráfico de órgãos e pessoas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção. Esses são fatores que prejudicam o povo do Brasil, pois perdem cerca de 130 bilhões por ano, segundo o site de notícias G1. Diante disso, a economia é prejudicada pela falta de pagamento dos impostos e, muitas vezes, serem sites do exterior, o que leva a uma onda crescente de desemprego aos trabalhadores nacionais.

Além disso, outra consequência da pirataria para a sociedade brasileira é a frustração dos consumidores com os produtos falsos comprados, os quais apresentam falhas ou podem trazer riscos graves para a saúde. Entre eles, cigarros, medicamentos, preservativos e bebidas alcoólicas que, segundo o Procon (Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor) são feitos com substâncias (iodo, metanol e álcool etílico) que trazem riscos para a vida do indivíduo. Outrossim, o comprador não tem os seus direitos garantidos quando precisam reclamar ou fazer a troca do produto. Nessa perspectiva, a ABCF (Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas) fala que o cliente não é assegurado, porque além de ser crime, os camelôs não dão garantia e nem nota fiscal. Isso mostra que os consumidores acabam sendo enganados pelo custo aparentemente benéfico.

Dessa maneira, as consequências da pirataria precisam ser combatidas. Assim, o Ministério da Justiça precisa investigar quem são os distribuidores da mercadoria falsa, por meio do interrogatório dos camelôs mais influentes, com punições como multas e encarceramento para os que omitirem as informações, a fim de que a vida econômica dos brasileiros não seja prejudicada por esse crime. Por conseguinte, o Procon deve passas nas lojas e ruas, junto com policiais militares, a fim de investigar os comerciantes e vetar os produtos contraindicados sem marcas registradas para serem vendidos. Dessa forma, os clientes não serão atraídos e não colocarão em risco suas vidas.