As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 10/07/2020

A obra “Raízes do Brasil”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda, retrata à cordialidade atrelada ao “jeitinho brasileiro” de promover a legitimação de atos condenáveis. Esse fato pode se associar à questão da pirataria e seus efeitos causados na sociedade quando, na verdade, tal situação deve ser combatida por meio da ajuda do Estado e da instituição escolar a fim de garantir dignidade humana. Entretanto, o descaso do governo e a negligência da escola agravam o problema da pirataria no país.       Primeiramente, é importante compreender que a ‘‘banalização do mal’’, segundo a filósofa Hannah Arendt, é um sistema no qual naturaliza o mal como parte sutil do ser humano. Isto é, uma parcela dos indivíduos negligenciam os efeitos da pirataria para a sociedade e, consequentemente, banalizam tal prática. Esse costume ganha espaço devido ao sentimentalismo do “homem cordial” que usa a emoção para justificar o avanço da “malandragem”. Essa atitude mostra que o Estado, muitas vezes, não possui o cumprimento da legislação nacional que criminaliza a pirataria no país. Isso acontece porque o governo investe pouco em políticas públicas eficazes, como a criação de aplicativos de celulares que sejam usados como ferramenta de denúncia social. Assim, fica evidente que o Poder Público precisa ser mais responsável com a pirataria no Brasil.

Além disso, há também a negligência da escola que é mais um fator para agravar as consequências da pirataria. Esse fato pode se associar à “educação bancária” que, segundo o educador Paulo Freire, é um ensino baseado no acúmulo de conteúdo. Ou seja, uma parte das escolas fomentam uma pedagogia fundamentada em assuntos considerados irrelevantes, como o ano em que o país foi descoberto ou, até mesmo, qual é o maior rio do mundo. Essa atitude mostra que a instituição escolar, muitas vezes, não trabalha com a questão dos problemas sociais, no que se diz à pirataria aplicada no contexto da sociedade. Desse modo, fica evidente que a tarefa de educar uma parcela dos estudantes sobre a questão dos efeitos da “violação dos direitos autorais” se mantém negligenciada devido à educação primitiva, o que resulta no não desenvolvimento do senso crítico.

Portanto,  a fim de melhorar os efeitos da pirataria no Brasil, a escola deve, em associação ao governo, criar fóruns, nas comunidades, para associar a formação escolar aos problemas sociais, no que se diz respeito à violação dos direitos autorais. Junto a isso, o Estado precisa organizar, em parceria aos centros educacionais, o aplicativo “Piratex’’ para denunciar a pirataria de forma segura e rápida de modo que a policia receba a informação instantaneamente. Ademais, a sociedade civil necessita planejar encontros semanais com a presença de especialistas para debater sobre a questão de tal problema no meio social, a fim de que o homem não seja cordial com atitudes criminais.