As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 09/07/2020

Em São Paulo, nos últimos anos, está sendo gravado episódios da série “Aeroporto:Área Restrita”, dos quais exibem cenas dos agentes fiscalizadores encontrando toneladas de produtos falsificados junto às cargas diárias. Entre os itens estão cosméticos, remédios, aparelhos eletrônicos – a área de destaque é o entretenimento, com filmes, jogos, músicas… Além de ilegal, a pirataria traz consequências para a sociedade. Destaca-se o perigo à saúde causado pela utilização dos compostos nocivos e também o usufruto de sites e plataformas não oficiais.

Primeiro, é necessário analisar o que leva tantas pessoas comercializarem falsificações, então será possível entender porque é grande a aquisição deles. Atualmente, os impostos governamentais cobrados para comercialização dentro do país são altos, levando cidadãos buscarem meios econômicos para aquisição – devido a falta de condição financeira. Entretanto, a prática de compra e venda da pirataria é prejudicial, como os produtos alimentícios ou cosméticos que em suas composições estão presentes componentes com excesso de sódio ou chumbo. A técnica diminui custo de produção, e mesmo não sendo aprovados pela ANVISA (órgão de segurança e controle sanitário) entram nos comércios, mas os resultados são ainda maiores.

Por consequência, o ciclo do comércio ilegal prejudica quem está oficialmente na área. Isso é, plataformas e sites autorizados ao comércio de entretenimento, por exemplo, eles perdem usuários cadastrados porque surgem cópias de suas obras com fácil acesso na internet. A maioria desses casos, resulta no enfraquecimento de empresas e consequentemente a demissão de programadores, desenvolvedores… Portanto, o acesso à pirataria virtual bem como presencial, levam a sociedade a autossabotar-se, causando desemprego, desvalorização profissional, problemas de saúde, entre outros.

Logo, torna-se urgente a fiscalização dos órgãos públicos para controlar o comércio no interior do país. Cabe ao Ministério Público investir na fiscalização de alfândegas e portões de entrada de cargas para que produtos ilegais não ultrapassem as fronteiras, através de uma parceria com a Receita Federal e a Polícia Federal. Desta forma, menos produtos circularão no Brasil e a destruição deles promoverá a economia, gerando empregos, fator que eleva as condições de aquisição de veículos autorizados. Sendo assim, mais casos como os da série “Aeroporto: Área restrita” estarão sendo praticados ao redor da nação, promovendo uma sociedade plena sem consequências advindas da pirataria.