As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 10/07/2020
De acordo com o jornal G1, os maiores sites de pirataria de filmes e séries tiveram 1,7 bilhão de acessos nos últimos anos. Dessa forma, é irrefutável afirmar que esse crime está presente no cotidiano da sociedade e é altamente prejudicial devido às suas consequências. Logo, o desemprego e o fomento à corrupção são alguns desses efeitos decorrentes da prática dessa transgressão da lei.
Em primeiro lugar, a pirataria gera a falta de empregos dentro do mercado de trabalho, pois a mesma é a reprodução de qualquer obra intelectual sem a autorização do autor da mesma. Nesse contexto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 58 mil empregos deixaram de ser criados por causa da prática desse crime. Dessa maneira, é indiscutível dizer que pela falta da preservação do patenteamento de obras e outros objetos passíveis de falsificação, toda a conjuntura social é economicamente afetada. Sendo assim, o número de desempregados aumenta quando poderia estar aumentando se houvessem ofertas de emprego. Entretanto, essas vagas são extintas por criminosos que apenas copiam o trabalho alheio sem ao menos pedir permissão para usufruir do mesmo, o que é um risco à originalidade das empresas e produtores de arte e outros produtos.
Em segundo lugar, a prática da pirataria fomenta o mal da corrupção que deveria ser duramente combatido. Nesse âmbito, de acordo com o especialista Sérgio Buarque de Holanda em seu livro Raízes do Brasil, o brasileiro é um homem cordial e possui seu " jeitinho brasileiro" de conquistar seus objetivos, o qual na maioria das vezes não se dá de forma lícita. Logo, esse recorrente uso de pequenos fraudes acaba se tornando natural para aqueles que o praticam e que são formados dentro de uma sociedade que vive dessa maneira. Logo, a prática da pirataria não pode ser levada como algo natural, mas como crime assim como consta na Constituição Federal de 1888 para que os responsáveis pela sua prática sejam punidos adequadamente.
Diante disso, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria deve realizar fiscalizações mais rígidas por meio da criação de um projeto chamado " diga não a pirataria “, no qual os portos e postos de recebimento de mercadorias possuam profissionais capacitados para executar o trabalho. Assim, estes devem analisar e compara os produtos afim de que apenas os originais cheguem a ser comercializados, para que assim, a sociedade não sofra economicamente com as consequências dessa prática criminosa. Ademais, a escola deve cumprir seu papel de agente formadora de cidadãos conscientes, com palestras mensais acerca do tema da pirataria e outros envolvidos nesse contexto, que se adequem a cada faixa etária. Logo, devem possuir profissionais no assunto que possam desconstruir o famoso " jeitinho brasileiro”, para que práticas corruptas sejam extintas.