As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 06/07/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), é assegurado a todos o direito ao bem-estar. Entretanto, infelizmente, a pirataria na sociedade contemporânea tolhe a dignidade individual. Com base nesse viés, é imprescindível destacar que esse cenário nefasto é consequência da ausência de identidade que resulta da construção e solidificação de uma moral de rebanho. Além de pontuar a má formação estrutural e educacional brasileira que apenas deposita as informações de maneira coercitiva na sociedade sem ao menos despertar a capacidade critica populacional.
Nesse sentido, segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, a moral de rebanho é uma das características que marcam os comportamentos humanos na atualidade. Assim, a sociedade é regida por comportamentos de fagocitose dos costumes e de ideias instituídas em uma cultura. Desse modo, a submissão e aceitação de comportamentos maléficos, como a compra de cargas desviadas e falsificadas, é um efeito negativo resultante da banalização de atos perversos contra a dignidade e a moral humana. Conjugado a isso, o desenvolvimento constante do alheamento crítico da coletividade é uma das causas da “normalização” de venda e compra ilegal de produtos pirateados. Com isso, as consequências negativas do contrabando separam os direitos à dignidade e ao bem-estar garantidos pela DUDH.
Ademais, conforme o educador Paulo Freire, quando a educação é imposta acriticamente, há opressão disfarçada de formação e libertação. Assim, apesar do grande desenvolvimento do aparato tecnológico no século XXI, ocorre uma involução social diante do processo, cada vez maior, de pirateamento