As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 10/07/2020

Na Terceira Revolução Industrial foi proporcionado um maior avanço nos meios de comunicação e tecnologia, com advento da internet desenvolveu-se uma grande rede de informação. Essa contribuiu para o crescimento de renda de produtos e serviços não autorizados, ferindo os direitos autorais. Dessa forma, é necessário debater sobre as consequências da pirataria, como o desemprego e o declínio da ética dos cidadãos.

A priori, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a atividade ilegal impede a criação de 1,5 milhões de empregos por ano no Brasil, ou seja, se o mercado funcionasse de maneira legal, os investimentos dariam espaço para o crescimento de empresas e também novos empregos. No entanto, com a pirataria o resultado é o inverso, pois apesar de uma oferta com valor menor que o produto original, a qualidade do mesmo é baixa, fazendo com que não apenas o setor dos empregados seja afetado, mas o do consumidor também.

Segundo o filósofo Kant, existe o ‘‘imperativo categórico’’ que consiste na utilização da racionalidade para tomar decisões visando o bem coletivo com auxílio da ética. Logo, baseado no princípio que a pirataria é crime de acordo com o Código Penal de Violação de Direitos, os cidadãos deveriam repensar ao contribuir para a compra de material ilegal, pois tornam-se assim, criminosos nesse comércio. Com isso, legalizando o ato pelo ‘‘jeitinho brasileiro’’ de realizar ações inapropriadas, os brasileiros por não terem conhecimento suficiente sobre os malefícios da pirataria, persistem na realização de tal negligenciando a moral e ética

Portanto, fundamentado nas consequências em torno da pirataria para sociedade, é imprescindível que aja uma ampliação na ação do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), que por ter função de abordar e desenvolver metodologias para tal, entre em parceria com o Google para criação de uma plataforma em que torne evidente para o consumidor - por meio de anúncios - empresas que aproveitam-se do mercado ilegal e os riscos do consumo do produto, para que assim, diminua a consumação.