As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 09/07/2020
No seriado “Todo mundo odeia o Chris” é retratada a prática do comércio pirata pelo personagem “Perigo”. Fora do campo fictício, evidencia-se, na contemporaneidade, que a pirataria tornou-se um mal enraizado na sociedade brasileira, fato que representa consequências para o contexto social. Desse modo, sabe-se que alguns desses prejuízos são a facilidade de exposição do cidadão a roubos de dados cibernéticos, em “sites” ilegais, bem como o crescimento da informalidade comercial carente de fiscalizações.
De antemão, percebe-se que a facilidade de exposição a roubos de informações pessoais cibernéticas engloba uma das consequências da pirataria para a sociedade. Nessa lógica, analisa-se a teoria do renomado cientista tecnológico Steve Jobs, a qual expõe que a tecnologia dita os parâmetros da dinâmica mundial contemporânea. Nesse viés, chega-se à conclusão de que tal afirmação ganha, também, um caráter de negatividade, visto que o avanço tecnológico favorece, concomitantemente, a difusão de “sites” piratas, o que vulnerabiliza o usuário da “internet” no tocante ao furto ilegal de dados individuais. Nessa ideia, fica evidente que essa problemática simboliza um imbróglio ameaçador da integridade confidencial cidadã.
Além disso, infere-se que outra consequência da pirataria para a sociedade é o crescimento da informalidade comercial escassa de mecanismos fiscalizadores. Nessa ótica, enfatiza-se a afirmação do geógrafo Milton Santos, a qual expõe que a globalização revolucionou a comercialização de um modo positivo e de outro perverso. Nessa linha de raciocínio, chega-se à conclusão de que tal perversidade é percebida em uma perspectiva mercadológica pirata atual, a qual impulsiona uma ascendência de um mercado consumidor que burla as fiscalizações necessárias ao controle de qualidade produtiva. Desse modo, torna-se evidente que o cidadão fica refém dos riscos à saúde, durabilidade e eficiência de produtos sem procedência legal.
Portanto, fica evidente que as consequências da pirataria para a sociedade devem ser atenuadas. Logo, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia findar a exposição cibernética do cidadão a roubos de dados pessoais em “sites” piratas, por meio do estabelecimento de investigações para o rastreamento dos administradores virtuais desses meios ilegais e efetivação de pena reclusória, com a parceria de agentes especializados em informática da Polícia Federal. Também, é dever do Governo Federal exercer o controle sobre a ascendência da informalidade comercial, por intermédio da intensificação de grupos fiscalizadores das agências nacionais de saúde e segurança em feiras livres. Essas ações são essenciais para que a integridade confidencial e a qualidade produtiva não sejam ameaçadas.