As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 03/07/2020
O filósofo Herbert Marshall, em sua teoria de aldeia global, afirma que as novas tecnologias foram capazes de encurtar distâncias, tal como em uma comunidade. Devido a maior facilidade ao acesso que essas inovações trouxeram, tornou-se mais palpável a falsificação de conteúdos, objetos e ideias. Dessa forma, a pirataria tem ocasionado empecilhos para o desenvolvimento da sociedade brasileira, já que essa prática além de gerar uma onda de desempregos, provoca uma aceitação desse ato ilegal por parte da população consumidora das réplicas.
É preciso, inicialmente, desconstruir o pensamento de que o desemprego impulsiona as pessoas a aderirem à logística da pirataria, pois, na realidade, é a prática da falsificação que acarreta demissões em massa. Segundo dados fornecidos pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria, no período de 2015 a 2016, houve uma perda de 6 bilhões na receita dos setores em questão, isso prova que esse ato ilícito impede a obtenção do lucro efetivo que se teria com o lançamento e consumo de determinado conteúdo, provocando assim um deficit econômico que deságua na redução dos empregados.
Pontua-se, do mesmo modo, que a pirataria se sustenta no conceito banalidade do mal , defendido por Hannah Arendt. Isso ocorre, essencialmente, porque a intensão é a fabricação de um produto aparentemente semelhante e, por sua vez, mais barato, para isso é necessário a utilização de componentes com baixa credibilidade e sem eficácia comprovada, o que pode ocasionar incontáveis problemas de saúde para população. Dessa forma, apesar de ser prejudicial, a aceitação dessas réplicas passaram a ser vistas como um mal tolerável, visto que é uma medida alternativa, porém perigosa, para aderir produtos renomados.
Entende-se, portanto, que para combater os problemas causados pela pirataria, é preciso que o Poder Executivo, em virtude da sua influência administrativa, estabeleça diretrizes para enfrentar esse mal. Isso deve ser feito por meio da criação de uma Agência fiscalizadora, englobando qualquer setor que envolva essa prática ilícita e vise garantir que atos de pirataria sejam impedidos. Tal atitude deve ser feita a fim de se alinhar às leis já existentes para, dessa forma, aumentar a eficiência do combate à pirataria. Somado a isso, é essencial que o Ministério da Justiça, graças ao seu poder moralizador, proporcione maior informação para a população sobre esse crime, por intermédio de propagandas com o intuito de alertar a população.