As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 10/07/2020

No período das Grandes Navegações, a Inglaterra era um dos principais países que incentivava piratas a saquear navios concorrentes aos seus, com o objetivo de se apropriar de produtos alheios. Hoje, a pirataria é praticada de diferentes formas, mas mantém a ideia central de obter lucro de mercadorias de outras pessoas. Tal situação acarreta consequências prejudiciais à sociedade, ocasionadas por produtos de má qualidade e pela não arrecadação de impostos.

A princípio, cabe evidenciar que produtos piratas em sua maioria trazem prejuízos ao consumidor por sua qualidade ser duvidosa. Esses itens podem ser das mais variadas áreas, por exemplo, filmes e aplicativos — possuem vírus que causam danos ao computador —, cosméticos  — geram alergias —, calçados  — prejudicam a estrutura anatômica dos pés —, e, mesmo com esses riscos, a população não exita em consumir a pirataria, como pode ser visto nos dados do G1, os quais afirmam que 71% da população brasileira compram produtos piratas. Assim, fica evidente a consequência grave e negativa que esse comércio ilegal traz para a população brasileira.

Além dos danos diretos à sociedade, outra consequência da pirataria é a não arrecadação de impostos pelo Estado, visto que os produtos copiados e adulterados não pagam nenhum tributo para serem  produzidos  e legalizados. A saber, têm-se dados do site de notícias O Globo, os quais afirmam que o Brasil deixa de apurar 500 milhões de reais anualmente por causa da venda de mercadorias falsificadas. Tal realidade é preocupante, já que esse dinheiro deixa de ser investido em benefícios para a própria população, além de gerar uma concorrência desleal — em parâmetros financeiros — com os produtos originais, levando os produtores pioneiros à desvantagem.

Fica claro, portanto, que a pirataria gera consequências negativas para a sociedade. Logo, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública — órgão responsável pela administração e defesa pública federal de pessoas e bens materiais — fiscalize os produtores, transportadores e vendedores de produtos piratas — tanto fisicamente, quanto virtualmente —, através de atuações precisas, com auxílio de denúncias por parte da população, a fim de que  as piratarias diminuam. Além disso, as empresas privadas devem se unir à órgãos públicos estaduais e à mídia para que juntos criem propostas de conscientização da população, através de propagandas em “Outdoors” e televisão, e em reuniões escolares para os alunos e pais, para que através disso a sociedade entenda a importância e a segurança de comprar mercadorias originais, tendo como consequência o desestímulo à pirataria.