As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 09/07/2020

Com o advento da Revolução Científico Tecnológica, as redes de comunicações se expandiram tanto que foi possível atribuir novas necessidades ao ser humano. A partir disso, as indústrias midiáticas conseguiram ressignificar valores de maneira que incrementasse um hábito à sociedade. Porém, em meio a esses novos valores, surgiu a pirataria, termo esse que está contido na Constituição Brasileira como crime apesar dos brasileiros atribuírem a algo comum. Assim, suas consequências se dão, principalmente ao acesso rápido proporcionado pela oferta e demanda no ambiente criminal além do menor custo para adquirir, ocasionando assim, na perda de qualidade do produto e de autoria.

Não é de hoje que, em meio a centros de comércio existem ambulantes vendendo produtos piratas de maneira que infligem a lei. No entanto, o hábito se tornou tão comum que a sociedade acabou realizando a banalização desse mal, termo defendido por Hanna Arendt para explicar o motivo no qual o corpo social acaba englobando costumes que são errôneos mas que se disseminam com frequência. Assim, é evidente que a causa do ato da pirataria se dá principalmente porque existem compradores de tais produtos que alimentam o giro de capital nesse meio, deixando mais claro que a banalização realmente existe. E por isso, as consequências para as produtoras reais são cada vez mais avassaladoras, trazendo à tona, o efeito maléfico que é a falta de cobertura financeira para que as obras possam ser disseminadas e lucrem com isso, gerando por fim, a falência e prejuízo da empresa.

Outro pilar que sustenta o modo indiscriminado que a pirataria se expande, é o fato de que, geralmente as obras verídicas possuem um custo alto devido aos impostos cobrados pelo Estado. Assim, quando se adquire uma obra pirata, o valor abaixa e disponibiliza a adesão de uma maior massa. Contudo, é explícito que a qualidade do produto decai e consequentemente, existe a ausência de um suporte técnico para equilibrar os prejuízos, o que pode ocasionalmente gerar um efeito prejudicial tanto para o comprador quanto para o autor. Por isso, é fundamental que a sociedade em si, entenda que a pirataria não é algo viável, é crime e prejudica absurdamente o autor que disponibilizou o seu trabalho.

Para que as consequências da pirataria sejam reduzidas de forma eficaz, é primordial que a Mídia, configurada como Corpo Docente por Mário Sérgio Cortella, realize publicidades didáticas como forma de exemplificar para a sociedade os efeitos maléficos da pirataria. E ainda, é fundamental que o Governo Federal em associação com prefeituras municipais realizem uma fiscalização mais ampla em lojas dos centros, e ainda, disponibilizem um canal de denúncia mais eficaz, com a possibilidade de introduzir um aplicativo para receber as denúncias de modo recorrente.