As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 08/07/2020
A Terceira Revolução Industrial, impulsionada pelo vigente sistema capitalista, proporcionou ao indivíduo maior acessibilidade aos meios de comunicação. A internet, ao longo dos anos, desenvolveu uma função expressiva como difusora de informações. Essa permitiu também a propagação de produtos e serviços sem a autorização, ferindo os direitos autorais. Entretanto, com a iniciativa de algumas empresas do setor de entretenimento, vem se mostrado cada vez mais uma aliada no combate à pirataria.
Uma parcela significativa da sociedade brasileira tornou-se consumidora assídua de produtos e arquivos pirateados pela internet. O convite ao desvio é tentador, pois os custos de serviços estabelecidos por grandes nomes do ramo não atendem às necessidades da classe mais baixa, como também não acompanham com a mesma velocidade os lançamentos de filmes e séries do momento. Em razão disso, a ausência de conhecimento sobre a quebra de direitos autorais, a retirada de lucro do mercado produtor e o estímulo indireto ao crime organizado são consequências desse tipo de consumo.
Com o objetivo de reverter tal situação, algumas empresas comprometidas com a legalização de direitos não só ajudam a diminuir a pirataria no Brasil como também impulsionam o consumo de conteúdos enriquecedores. A empresa americana Amazon, por exemplo, oferece livros em versões digitais, comercializados legalmente e com preço acessível. Além de favorecer a disseminação do conhecimento, a iniciativa também é um estímulo à leitura.
Desse modo, para que haja uma aderência total dos navegantes aos meios legais de compartilhamentos, é necessário que a mídia esclareça aos cidadãos os riscos da pirataria e que o setor público intervenha, a fim de fiscalizar e punir os produtores desses males. Assim, o papel da internet como portador de informações, cumprirá ainda, como modelo de propagação de valores éticos a serem seguidos pela sociedade brasileira.