As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 09/07/2020
A indústria do entretenimento sempre foi algo muito importante para a sociedade, seja com o “Cinema Novo”, de Glauber Costa, que visava democratizar a disponibilidade a filmes, seja com as novas tecnologias como “Netflix” que expandiram cada vez mais o acesso a filmes e séries via internet. No entanto, essas tecnologias estão ameaçadas, dado as consequências da pirataria que são, principalmente, a variedade de sites piratas e o desemprego.
Primeiramente, há uma grande “oferta” de conteúdo pirata na internet, por causa de uma normalidade da pirataria, isto é, a produção de sites é mantida pela dificuldade de penalização e de penas irrisórias. Tal situação foi acompanhada, pelo jornal G1, no Brasil durante o governo Dilma, quando houve uma operação que “derrubou” vários sites piratas de circulação e os donos dos maiores sites como “megafilmes” não foram presos. Dessa maneira, fica evidente os efeitos de penas não estipuladas e as péssimas resultâncias dessa indústria de falsificação.
Além disso, a pirataria afeta terrivelmente a economia do país, visto que tira a oportunidade de emprego de muitos cidadãos e não confere a remuneração devida àqueles que trabalharam para produzir o conteúdo em questão. Essa triste realidade foi relatada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em que 12,2% de brasileiros estão desempregados em 2020 e estima que cerca de quase 60 mil empregos não existem em função das falsificações. Por meio dessa pesquisa, fica perceptível a gravidade da problemática e demonstra de forma contundente o quanto esse crime tem consequências radicais para a população.
Portanto, visto como a os sites que disponibilizam esse conteúdo criminoso e como o déficit econômico são complicações danosas, é preciso mudanças. Por isso, o Poder Legislativo, responsável pela configuração das leis, deve atuar no aumento da penalização para crimes de pirataria, por meio da inserção de mais dois anos à pena atual, a fim de evitar que haja uma constante desses delitos. Ademais, o Poder Executivo deve instituir programas de entretenimento cinematográfico para população que não tem acesso a esse recurso, com intuito de aumentar a oferta de empregos nesse setor e por conseguinte desestimular a indústria de falsificação. Dessa forma, haverá um cenário mais justo na disponibilidade de filmes e séries, assim como o idealizado por Glauber Costa.