As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 09/07/2020
Segundo o levantamento de dados feito, em 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a renda mensal de mais da metade da população brasileira é inferior a um salário mínimo. E é esse contexto que causa a legitimação da pirataria em território nacional. Visto que, uma de suas consequências na vida dos cidadãos é a viabilização do acesso a bens de consumo, entretanto, impactos negativos, no setor econômico, também são causados aos mesmos.
Em primeiro plano, o setor pirata é impulsionado pela necessidade de consumo dos indivíduos, que em sua maioria não possui renda suficiente para supri-la. Isso pode ser explicado pelo teórico Pierre Bourdieu, o qual afirma que todas as minúcias de um indivíduo constituem simbologias que são constantemente analisadas pelo corpo social, isto é, o poder de comprar e o acesso a bens e serviços refletem quem é o homem para outrem. Logo, a pirataria age amenizando, aparentemente, a desigualdade de renda, contudo, por ser um mercado de fraudes, não garante qualidade aos consumidores, que podem ter sua saúde afetada caso o produto pirateado for um cosmético, onde para reduzir o custo são usados produtos cancerígenos e fajutos.
Em segundo plano, a prioridade dada ao consumo de produtos fraudados, faz com que a economia brasileira legalizada decaia, junto com as empresas originais, e como resultado, às oportunidades de emprego dadas aos cidadãos reduzem. Sobre isso a política britânica Margaret Thatcher, afirma que para cada indivíduo que recebe sem trabalhar, outro trabalha sem receber, ou seja, a indústria pirata recebe mais que os geradores de emprego, produtos e conteúdos.Assim, as ferramentas que impulsionam financeiramente o país e a qualidade de vida da sociedade ficam estagnadas.
Portanto, diante das consequências que a pirataria traz para a sociedade, é preciso que os poderes legislativos ajudem a reverter a desigualdade do acesso à bens de consumo. Isso deve ser feito através da elaboração de uma lei em que as indústrias atuantes em solo brasileiro, só poderão fazer propagandas de seus produtos, visando despertar a necessidade de obtenção, caso estejam dispostas a suprir às minúcias dos indivíduos que possuem uma condição financeira inferior a de seu público alvo, proporcionando-os um preço justo. Dessa forma, os cidadãos não precisarão submeter-se à condições de consumo precárias e nem por sua saúde em risco. Além disso, os governadores de cada estado devem alertar a população, através de propagandas midiáticas e programas de TV, sobre como dar prioridade a pirataria afeta na economia do país, na geração de empregos e na melhoria da qualidade de vida nacional, no intuito de faze-los parar de investir em indústrias ilegais. Assim, tanto os indivíduos, quanto os setores econômicos do Brasil, terão suas necessidades supridas.