As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 09/07/2020
O termo “pirataria” remete aos roubos de mercadoria dos navios, que ocorriam principalmente no século XVI. Nos dias atuais, entretanto, o vocábulo ganhou um novo significado: o de adquirir mercadorias, geralmente digitais, não reproduzidas pelo seu criador, isto é, não originais. Nesse sentido, esse ato cria um impasse, ao passo que garante a autonomia dos indivíduos, mas coloca os dados deles em risco.
Primeiramente, o filósofo Michel Foucault afirma que os detentores do poder controlam aqueles que não o possuem, o “corpo dócil”. A partir disso, as empresas podem utilizar suas mercadorias como mecanismos de poder e submeter a sociedade aos seus interesses. Nessa conjectura, a pirataria funciona como um mecanismo de descentralização do poder, uma vez que aumenta a acessibilidade do instrumento de controle, a mercadoria, aos cidadãos. Dessa maneira, a pirataria impede a submissão de uma sociedade, fato que revela seu viés positivo.
Apesar disso, nesse mesmo ato libertador há um perigo: o roubo de dados pessoais. Isso ocorre pelo “Phishing”, uma prática de furto de informações pessoais pelo meio digital, que utiliza principalmente vírus de computador para esse fim. No cenário da pirataria, então, como a mercadoria digital não foi reproduzida pela empresa, não há a garantia da segurança do produto, o qual pode conter vírus sequestradores de dados. Assim, a pirataria tem a possibilidade de pôr em risco os dados pessoais dos cidadãos, fato negativo que deve ser evitado sempre que possível.
Portanto, é evidente que apesar da pirataria trazer benefícios, há também em si malefícios que devem ser evitados. Dessa forma, as empresas devem tornar a mercadoria original mais acessível, por meio de uma conciliação entre lucro e preço justo, a fim de atrair mais cidadãos ao produto licenciado. Ademais, elas devem difundir os benefícios desse tipo de produto, utilizando propagandas que explicitem os riscos que as cópias não oficiais trazem consigo, com objetivo de fazer com que os cidadãos rejeitem de maneira mais consciente o produto pirata.