As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 09/07/2020
No seriado estadunidense “Todo Mundo Odeia o Chris”, um dos personagens coadjuvantes se chama “Perigo”, o qual, vende produtos falsificados na cidade do Brooklyn. Fora da ficção, atualmente no Brasil, a pirataria é um dos causadores do atraso socioeconômico nacional. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da permanência do comércio de mercadoria ilegítima, a precariedade da educação social e o desprezo Governamental perante a isso.
Em primeira análise, é notável o tamanho descaso governamental perante a resolução do crime de pirataria no Brasil e as consequências negativas que isso acarreta. De acordo com o portal de notícias G1, casos antigos dessa criminalidade ainda estão em aberto e, anualmente, o país perde cerca de cento e trinta bilhões de reais. Isso ocorre devido ao desinteresse dado pela Polícia e outros órgãos federais que não dão a prioridade devida para as ocorrências feitas e, assim, contribuem para o desemprego e o financiamento de outros delitos, a exemplo do contrabando. Dessa forma, a ausência de medidas benéficas contra a falsificação de produtos, prejudica diretamente a economia brasileira e o bolso dos cidadãos.
Em segunda análise, a educação social precária no Brasil faz-se motivadora de conflitos presenciados no domínio do comércio. A banalidade do mal proferida pela filósofa Hanna Arendt é vigente no território verde-amarelo, a qual, afirma que a violência se torna habitual a partir do momento que uma organização social a enxerga com naturalidade. À vista disso, quando os casos de pirataria são mostrados à população, essa, os trata com normalidade e, consequentemente- de acordo com os dados da MUSO, Consultoria Britânica- o Brasil se mostra como o quarto país no “ranking” de consumo de produtos falsificados. Sendo assim, o desconhecimento acerca desse crime ocasiona sua constância na zona nacional.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse da pirataria no Brasil. O Ministério da Economia junto ao Ministério da Educação deve monitorar a venda de mercadorias ilegais e alertar sobre seus riscos à população, por meio de investimentos na fiscalização desses produtos e da veiculação midiática de propagandas informativas relativas às consequências que essa infração ocasiona na economia e na vida social do brasileiro. Isso tudo com o intuito da diminuição dos números de delitos, além do alcance do bem-estar da nação. Sendo assim, o conflito vivenciado na série não será recorrente no Brasil.