As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 12/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual seu corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o consumismo exorbitante gera a prática intensa de pirataria. Esse cenário antagônico tanto é fruto de uma má interferência midiática quanto de  uma crise financeira presente no Brasil. À frente disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Em primeiro ponto, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução a influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Sob esse viés, nota-se que em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, a mídia influencia na consolidação do problema. Tal influxo ocorre, majoritariamente, por meio da indução coletiva ao consumismo exacerbado, através de propagandas em que muitas vezes a mercadoria não é original, já que o Brasil fica entre os 5 países que mais se consome produtos ilegais segundo o site de tecnologias “tecmundo”. Desse modo, faz-se mister uma reformulação no sistema midiático, a fim de abolir o uso da pirataria.

Ademais, vale salientar a crise econômica estabelecida hodiernamente como promotora do problema, pois a revista “gazeta do povo” disponibilizou dados em que a economia nacional não permite avanços em diversas áreas, incluindo processos para averiguação de produtos oriundos de pirataria. Partindo desse pressuposto, origina-se a “modernidade líquida” vivida no século XXI, em concordância com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, tal modernidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas. Diante do exposto, é fulcral pontuar essa contemporaneidade  como agente de progressão para o uso da pirataria no país.

Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir o fim da problemática. Destarte, com o intuito de mitigar o uso de produtos falsificados, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado com auxílio da mídia, será revertido em programas que não abusem da pouca verba nacional disponível, mediante o Ministério da Justiça e Segurança Pública, objetivando instalar fiscalizações profundas no mercado consumidor. Logo, o Brasil alcançará a “Utopia” de More.