As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 01/12/2020
No célebre seriado americano “Todo mundo odeia o Chris”, a família do protagonista não apresenta condições de bancar certos recursos alimentícios, escolares e de lazer. Nesse sentido, Julius, pai de Chris, prefere pagar por produtos piratas, visto que as mercadorias originais são mais caras e, inúmeras vezes, inacessíveis para esse setor populacional. Paralelamente, percebe-se que essa ação é frequente no século XXI, visto que a mídia impulsionou tal evento. Assim, a problemática está associada à desvalorização da moeda nacional e pela dificuldade de fiscalização.
Primeiramente, vale ressaltar que, de acordo com uma pesquisa feita pela BBC, a moeda brasileira desvalorizou 28% do seu valor perante o dólar desde 2019. Nessa lógica, o valor absoluto e os impostos sobre os produtos importados apresentou expressivo aumento, dado que para estreitar essa crise econômica, as taxas alfandegárias são fundamentais. Entretanto, essa controversa afeta diretamente a sociedade de consumo, já que várias mercadorias são importadas dos países que foram originalmente feitas e, por conseguinte, amplia as redes de pitaria no Brasil. Dessa maneira, para não deixar de consumir tal recurso, a população opta por adquirir produtos ilegais, assim como é visto na série “Todo mundo odeia o Chris”.
Por outro lado, segundo os sociólogos da Escola de Frankfurt, o entretenimento moderno está ligado aos interesses financeiros, consolidando a “Indústria Cultural” capaz de corromper com a identidade social e a ética dos indivíduos. Dessa maneira, a máxima aplica-se aos meios digitais, visto que esse ambiente tem maior dimensão de conteúdo e dados dos internautas. Destarte, camadas da internet, como a “Deep Web” apresentam altos índices de contrabando e atividades piratas, por conter âmbito ilícito. À vista disso, muitos usuários utilizam essa camada por não apresentar fiscalização e leis que proíbam tais atividades, dado que tanto as fronteiras do Brasil, quanto os sites da internet são muito vastos. Assim, o controle da pirataria é mínimo. Logo, urge a necessidade de mitigar a problemática.
Portanto, o comércio ilícito é maléfico para a economia e sociedade. Para tanto, cabe ao Ministério da Justiça juntamente às empresas cibernéticas e emissoras nacionais, para criar métodos de conscientização e fiscalização dos usuários que praticam o comércio ilegal. Por meio de políticas rígidas de penalização para infratores de pirataria física e virtual e por intermédio de propagandas e anúncios nas redes sociais, retratando o tema e as consequências da compra de produtos adulterados, e canais de fiscalização eletrônica. Para que assim, os indivíduos evitem o consumo de produtos pirateados e a cópia de mercadorias protegendo as marcas.