As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 17/11/2020

No século XV, o inventor alemão Johannes Gutenberg, revelou ao mundo sua fantástica máquina de impressões, mecanismo esse que revolucionou a forma de transmitir informações e ideias pelo mundo. No entanto, apesar de Johannes ter contribuído de forma positiva para a humanidade, seu ato de copiar foi implementado de maneira negativa, no Brasil vigente, por pessoas que buscam lucros ilegais em cima do trabalho de terceiros. Dessa maneira, torna-se premente analisar as principais consequências da pirataria na sociedade: os danos na economia nacional e os prejuízos à saúde dos consumidores.

Em primeira análise, é lícito postular que a economia do Estado é afetada indiscutivelmente pela venda de produtos de cunho ilícito. Segundo o sociólogo francês Jean Braudillard, em sua obra “A Sociedade de Consumo”, as relações humanas são mediadas pela aquisição massiva de bens, tendo sempre a finalidade em expor para todos o seu poder de consumo. Nessa perspectiva, o desejo consumista da comunidade pode dar espaço à práticas de plágio, tendo-se em vista os baixos preços das mercadorias, que por não serem originais não são devidamente tributadas pela Receita Federal e consequentemente geram inúmeras percas tributárias ao país e uma disputa desleal entre vendedores  irregulares e regulares, esses que quase sempre saem perdendo devido ao alto preço de seus itens. Logo, é inaceitável a continuidade do descaso com a origem do produto por parte dos compradores, sendo necessária urgentemente uma ação de conscientização por parte da mídia.

Outrossim, em uma investigação mais aprofundada, deve ser considerada a relação entre o uso de gêneros falsificados e a aparição de patologias nos usuários. De acordo com o Fórum Nacional Contra a Pirataria, cerca de 22 bilhões de reais deixam de entrar nos cofres públicos, devido a falsificações de medicamentos, óculos e cosméticos. Nesse raciocínio, é notório o poder degradante desse crime, podendo-se prever complicações ao bem-estar das pessoas, principalmente das desinformadas e que buscam economizar, fomentando cada vez mais esse comércio problemático no corpo social. Torna-se claro, por dedução investigativa, o potencial nocivo dessa prática hodierna.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias a fim de minimizar os efeitos da pirataria na sociedade. Então, é imperativo que os Meios Midiáticos elaborem campanhas informacionais urgentemente, que induzam a população a prática da compra consciente, de forma a priorizar os artigos originais e repudiar os plagiados, por meio da divulgação em massa nas redes sociais e em horários nobres de televisão aberta, fazendo-se possível atingir grande parcela da população economicamente ativa. A partir dessas intervenções, o a comunidade voltará a evoluir de forma justa e orgânica, ambiente propício para grandes inovações, como a invenção de Gutenberg no século XV.