As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 20/11/2020
Na série estadunidense “Todo Mundo Odeia o Chris”, Chris é um adolescente que cresce no Brooklyn dos anos 80, e no dia das mães resolver comprar um perfume para sua mãe Rochelle, mas como tinha pouco dinheiro, acaba optando por um produto pirata. Como consequência, Rochelle tem uma reação alérgica ao perfume de baixa qualidade. Logo, a pirataria se faz presente na sociedade, uma vez que aquela parcela menos privilegiada acaba comprando produtos pirateados por não ter condições de adquirir os originais. Todavia, os produtos pirateados, mesmo sendo mais baratos, acabam comprometendo o consumidor. Assim, faz-se o sentido fulcral como a pirataria prejudica a sociedade, seja causando danos às empresas legalizadas ou aos consumidores.
Nesse contexto, é necessário saliente que de acordo com um relatório da MUSO, consultoria britânica que rastreia o desenvolvimento da pirataria na web, o Brasil é o quarto país que mais consome conteúdo ilegal no mundo. Isso compreende material televisivo, cinematográfico, musical e editorial. Ademais, seja na produção de uma música, um livro ou determinado mercadoria, sempre está relacionado o trabalho de inúmeros profissionais em diferentes segmentos. Assim, os impactos da pirataria, dentro da indústria de consumo, podem não ser percebidos pelos cidadãos comuns, mas, em razão da elevada quantidade de produtos expressos, tal prática se torna prejudicial para toda a coletividade.
Faz-se mister, ainda, ressaltar que todo e qualquer consumidor é altamente influenciado pela sociedade em que está inserido, devendo, diariamente, discernir entre as ações éticas e antiéticas. Para Sócrates, a ética coletiva deve-se sobrepor à ética individual. Para ele, a obediência às leis deve ser vista como uma expressão da ordem e da coesão, sendo assim, usada como instrumento para garantir a existência e a manutenção do corpo social. Desse modo, o ato de produzir ou consumir qualquer espécie de artefato proveniente da pirataria vai de encontro aos preceitos éticos e, consequentemente, ao bem-estar coletivo. O descumprimento da lei que proíbe tal prática corrobora, então, a desordem social.
Portanto, é dever do Ministério da Saúde - órgão responsável por garantir e proteger a saúde de toda a população brasileira, de forma a reduzir como enfermidades e afins - criar um aplicativo que terá como função promover informações sobre os problemas causados à saúde em razão do uso de falsificados, além de disponibilizar sites e telefones para denúncia de locais que oferecem tais ingredientes. Por meio de profissionais da área da tecnologia da informação, da saúde e da publicidade, com a acabar de acabar com a pirataria no Brasil.