As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 27/12/2020
De acordo com Marthin Luther King, todo progresso é precário, e a resolução de um problema coloca-
-nos diante de outro. Nesse sentido, um dos obstáculos mais frequente na sociedade brasileira se deve as consequências da pirataria. Diante disso, dois aspectos fazem-se relevantes: o estímulo ao consumo, bem como os riscos à saúde. Por isso, medidas atitudinais são necessárias para reverter o cenário atual.
De início, é válido salientar que os produtos falsificados vendidos, principalmente, em locais como os camelôs, apresentam custos baixos, o que acabam estimulando ao consumo exacerbado. Nessa perspectiva, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, ‘‘o ser humano - ancorado no discurso consumista - vive a sua vida sem se questionar sobre o que, realmente, acontece à sua volt. Sob tal ótica, nota-se que tál lógica se encaixa no assunto em questão, visto que muitos indivíduos se acostumaram a consumir no comércio ilegal, mesmo tendo em mente o conhecimento de proibição desse ato. Isso acontece devido aos preços menores que a pirataria oferece em relação aos produtos originais, o que acarreta no desejo constante de se beneficiar a qualquer custo das mercadorias mesmo sendo ilegítimo.
Ademais, é válido ressaltar como consequência da pirataria no Brasil, o risco à saúde que alguns artefatos apresentam para a população. Nesse contexto, de acordo com o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, todos têm direito à saúde. Nesse viés, tal princípio não é exercido em sua totalidade, uma vez que o contrabando de objetos sem fiscalização e sem informações sobre a sua determinada composição de confecção, apresentam um grande risco para a vida dos vendedores, como também dos consumidores. Isso ocorre em razão das chances dos produtos serem constituidos por metais pesados, como o chumbo e o mercúrio, responsáveis por doençãs silenciosas, como o câncer, que atacam o organismo do ser humano ao realizar o seu uso incorreto.
Destarte, é necessária uma cooperação mútua entre Estado e sociedade. Para que isso ocorra, cabe ao Governo, principal agente mantenedor dos direitos mínimos, proporcionar melhorias nas fiscalizações dos produtos ofertados no mercado, por meio de cobrança de impostos e prisões dos contrabandistas, com o intuito de minimizar produtos ilegais que afetam a saúde. Por fim, compete à sociedade, por intermédio das mídias, já que são as ferramentas digitais de maior alcance na contemporaneidade, discutir a importância do senso de coletividade em relação a pirataria e o seu consumo exagerado, a fim de proporcionar o conhecimento das pessoas sobre essa pratica. Assim, ao contrário do que afirma Marthin, será possível solucionar um problema sem a criação de outro.