As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 12/01/2021
No jogo “Cyberpunk 2077”, o corpo humano pode ser alterado por dispositivos eletrônicos acopláveis a pele, entretanto, caso o equipamento seja pirateado, ele pode ser facilmente violado já dentro de seu corpo, o que pode levar a morte. De maneira análoga, o Brasil apresenta um grande mercado de produtos falsificados, o que resulta na fuga de empresas e possíveis danos aos usuários.
Primeiramente, ao se analisar o comércio brasileiro, nota-se uma grande diversidade de produtos e de empresas que os oferecem, incluindo os falsificadores. Nesse sentido, releva-se a lei de Adam Smith, da Oferta e Procura, a qual explica que para que exista a venda de produtos, deve haver quem os compre. Congruente a esses fatos, expõe-se que, muitas vezes, o consumidor prefere adquirir uma mercadoria mais barata de uma empresa paralela, com qualidade inferior, do que da desenvolvedora original. Como conseguinte, a empresa, que não gera lucro, fecha as portas, o que resulta no desemprego e menor arrecadação fiscal.
Além disso, percebe-se que o uso de produtos não originais pode resultar em danos ao usuário. Nesse contexto, enfatiza-se o pensamento de Thomas Hobbes, de que o homem é o lobo do próprio homem, que expõe que, muitas vezes, os problemas do ser são reflexos de suas escolhas. Pode-se aferir, assim, que ao comprar um produto que não possuí garantias de qualidade, o sujeito está vulnerável ao mal funcionamento do objeto, o que pode levar a danos fisícos, psicológicos e financeiros.
Visto os fatos, nota-se, portanto, que a intervenção é necessária para amenizar a problemática exposta. Isso pode ser feito a partir da criação de um canal de denúncias anônimas, a partir de investimentos estatais na Polícia Militar, orgão responsável pela fiscalização criminal nos estados, a fim de facilitar a execução de operações que visem a interdição de fábricas e lojas que vendam produtos pirateados. Desse modo, a realidade vista no jogo não será reproduzida no mundo real.