As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 22/05/2021
O século XVI foi marcado pelos constantes ataques piratas que, tanto em alto mar quanto nos movimentados portos coloniais, conseguiram usurpar muitas riquezas do Brasil. Ao chegar à atualidade, essa prática continua a provocar graves problemas econômicos frente à crise ética nacional. Diante disso, torna-se pertinente a discussão sobre as consequências da pirataria para a sociedade.
No tange à repercurssão comercial, a Lei da Oferta e Demanda, conceito de Adam Smith o qual se é fabricado a medida do que se é procurado, ilustra com clareza a estagnação da produtividade quando quebrado o tal ciclo econômico. Dessa forma, a busca por produtos falsificados em detrimento aos originais acarreta na diminuição dos lucros, do arrecadamento de importos, da confecção industrial e da fatal contratação trabalhista no mercado. Em vista disso, o consumo desses artigos, mesmo com o objetivo de poupar dinheiro, torna-se, na realidade, mais caro do que o imaginado.
Vale ressaltar, ainda, a hipocrisia de uma nação que acompanha sem alarme a frequência desse crime previsto no Código Penal brasileiro. Uma vez que, ao banalizar a violação da legislação, o cidadão, que, segundo o Contrato Social de Jean Jacques Rousseau, abdica de sua liberdade em pró da segurança pública, acaba por deixá-la em risco. Desse modo, pouco vale a legitimação da lei pela sociedade dentro da teoria quando ela é ordinariamente corrompida na prática.
Em virtude dos fatos mencionados, podemos afirmar que a pirataria é um delito subestimado por muitos e que isso é, evidentemente, uma realidade que necessita ser mudada. Assim sendo, cabe ao Ministério da Economia fazer projetos sobre o consumo consciênte através de propagandas televisivas e digitais, posto que são as mídias em maior circulação no país, a fim de promover a compreensão da gravidade criminal sob uma perspectiva macroeconômica.