As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 24/05/2021

O filme “Piratas do Caribe”, ambientado na Inglaterra do século XVIII, narra a história de corsários que, na época, objetivavam o roubo de tesouros e navios. Em paralelo à ficção, a pirataria moldou-se aos tempos modernos, provocando diversas consequências. Logo, vê-se que ela é reponsável por furtar um bem precioso: a ética da sociedade, bem como por contribuir para a desvalorização da indústria cultural.

Mormente, o termo “jeitinho brasileiro” é amplamente conhecido por definir um aspecto negativo da sociedade: a inclinação desta a atitudes que permitam conseguir algo mais facilmente, independentemente de estar em concordância com a moral ou não. Uma dessas atitudes é a pirataria, isto é, venda e compra de artigos sem autorização legal, a qual se configura como crime, consoante o Código Penal. Contudo, em razão dos baixos preços, diversas pessoas adquirem esses produtos e, por efeito, comprometem a ética de combate à corrupção. A partir disso, elas viabilizam o não arrecadamento de impostos, que seriam utilizados em prol do bem-estar social (como o investimento em segurança pública), e a perpetuação do subemprego, pois os vendedores de mercadorias piratas não possuem direitos trabalhistas. Desse modo, vê-se que o mercado pirata faz-se presente, nos espaços públicos, por causa, principalmente, do ideário antiético brasileiro.

Outrossim, é factual que a pirataria é banalizada pelo senso comum, o qual não a vê como prejudicial à dinâmica do país, uma vez que o sentido atual de consumo não é voltado integralmente para uma ação consciente, mas somente para a perspectiva de adquirir mais em menos tempo. Assim, por essa “banalização” e consumo exacerbado, a indústrial cultural, que tem seus produtos falsificados e vendidos arbitrariamente, é impactada pela perda da autoria e dos ganhos com cada trabalho copiado por criminosos. Dessa forma, a sociedade também perde a oportunidade de valorizar e incentivar produções culturais.

Destarte, medidas são necessárias para atenuar o impasse. Para tal, as mídias devem conscientizar a população acerca dos perigos da pirataria, por meio de campanhas, transmitidas em canais televisivos, redes sociais e “outdoors”, que explicitem os efeitos nocivos desta à vida cotidiana da nação. Ter-se-á, portanto, cidadãos que colocam o princípio ético à frente do “jeitinho brasileiro”. Também, o Ministério da Cidadania, em parceria com as delegacias de cada município, apreenderá materiais de cunho cultural sem autorização de venda, disponibilizando, ao público, obras que promovam a indústria cultural e um envolvimento consciente entre os mesmos. Então, o Brasil hodierno combaterá a prática pirata.