As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 22/05/2021

No ano de 2013, a banda Calypso, muito conhecida no Brasil, composta por Joelma e Chimbinha, foi vítima de pirataria, ou seja, falsificação de produtos que são transferidos ilegalmente sem a autorização do proprietário. O fato ocorreu quando um show que seria transformado em DVD foi gravado por criminosos e vendido ilegalmente, o que prejudicou todo o projeto do disco. Nesse âmbito, o fato não se restringe apenas à música, já que no contexto social vigente, a ação é praticada, também, com roupas e objetos gerais, de modo a trazer consequências para a sociedade, como, nessa perspectiva, o prejuízo econômico às autênticas instituições e o comprometimento da saúde dos compradores.

A priori, vale destacar que, com o aumento da falsificação, as empresas originais e reais produtoras dos itens são prejudicadas de forma exacerbada. O fato se dá, assim, uma vez que o número de cópias autorizadas que são vendidas não é igual ao número de mercadorias duplicadas e comercializadas ilegalmente, pois, por apresentarem, na grande maioria das vezes, um preço menor, segundo a empresa Software One , acabam tendo maiores vendas e ocupando o lugar das originais no comércio. Dessa forma, todo o investimento, divulgação, engajamento e despesas que as associações legais têm para a criação e promoção de uma mercadoria são em vão e não adquirem o retorno necessário para manter o bom funcionamento e arcar com todas as questões burocráticas do estabelecimento.

Ademais, além dos malefícios sob o capital, ainda há o comprometimento da saúde dos utentes, haja vista que, segundo o Auditor Fiscal da Receita Estadual, Caraí João de Borba, a falsificação é feita, muitas vezes, de forma inadequada e pode comprometer a segurança de uma grande faixa de usufruidores. Essa afirmação pode ser comprovada quando observa-se, por exemplo, a fabricação dos óculos de sol não originais, onde não há preocupação com a proteção da visão de quem compra, de modo a deixá-lo suscetível a problemas como dores de cabeça, desconforto, cansaço na visão e, sobretudo, aparecimento da catarata e degeneração macular. Dessa maneira, enquanto essas práticas ilegais não forem barradas, problemas como o exposto serão persistentes na sociedade brasileira.

Portanto, evidenciadas as consequências da pirataria, cabe a prática de ações para atenuá-las. É mister que o Estado, nessa circunstância, como órgão máximo da nação, fórmula e aprove um Plano de Defesa Contra à Pirataria (PDCP), a fim de proteger as empresas que passam por essa infeliz e danosa situação, além de penalizar aos responsáveis ​​por praticá-la, com pena carcerária de, no mínimo, 5 anos. Nesse contexto, é fundamental, também, que o PDCP divulgue propagandas informativas em redes televisivas e de internet, com o propósito de mostrar à população os prejuízos provocados pela produção e consumo dos produtos. Feito isso, casos como da banda Calypso serão cessados ​​no Brasil.