As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 25/05/2021

A crise de 1929 foi causada principalmente pela elevada produção agrícola nos EUA que era muito acima da demanda, e, assim, o consumo não acompanhava a produção, o que começou a gerar estoques elevados. Apesar da atemporalidade histórica, é perceptível que hoje a pirataria presente na contemporaneidade vem prejudicando o comércio legalizado por meio de produtos falsificados e com preços mais baixos. Nesse sentido, é fundamental discutir sobre as principais consequências da pirataria para uma população, como: o desemprego e a insegurança da saúde dos consumidores.

Em primeira análise, o desemprego é uma das principais consequências da existência da pirataria na população. Isso porque o comércio legalizado oferece menos consumos devido a presença de produtos mais baratos, - uma das causas disso é a não contribuição de imposto para o governo -, por parte da pirataria, e, dessa forma, não precisa de uma menor quantidade de trabalhadores . Tal fato pode ser comprovado na estimativa feita pela Associação Brasileira das TVs por Assinatura (ABTA), uma qualificação em relação a 100 mil empregos estão em risco por causa da pirataria.

Cabe analisar, em segundo plano, que outro efeito principal é a insegurança da saúde dos consumidores. Isso ocorre, pois no comércio da pirataria não há fiscalização, ou seja, não tem garantia da qualidade do produto. Essa questão pode ser explicada, segundo o advogado especialista em direitos do consumidor Dori Boucault, pelos produtos serem fabricados com materiais de qualidade inferior e, assim, apresentar defeitos que colocam em risco a segurança do consumidor.

Portanto, é necessário que sejam medidas para mitigar essa problemática. Primeiramente, é necessário que o Governo, - responsável por promover o bem-estar coletivo da população -, reduza esse comércio de pirataria por meio de campanhas publicitárias, nas redes sociais, que alertem a sociedade sobre como os produtos piratas podem afetar a saúde das pessoas, a fim de que as pessoas se conscientizem e deixem de consumir essa mercadoria. Dessa forma, não verá uma condição similar a da crise 1929.