As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 14/09/2021
Com a chegada da família real no Brasil, o imperador D. João VI ordenou que espiões trouxessem informações sobre manuais e técnicas de plantio da atual Guiana Francesa. Analogamente ao passado, o processo de pirataria pendura até o presente momento da sociedade brasileira, e é, portanto, uma adversidade a ser combatida. Dessa forma, tal problema sucede-se de forma “cultural” e impacta negativamente a economia.
Sob esse viés, é impreterível destacar o problema cultural da pirataria. Diante disso, a filósofa Simone de Beauvoir afirmou que o pior dos escândalos é quando nos habituamos a eles. Nesse sentido, a falsificação de diversos produtos tornou-se normal dentro da conjuntura brasileira, e essa habituação por uma parcela da população permite a perdurabilidade da pirataria, uma vez que isso mostra ser um aspecto comportamental de cultura. Então, cabe ao cidadão esse reconhecimento crítico e ético da adversidade.
Ademais, a prática da pirataria está ligada negativamente aos cofres públicos. Dessa maneira, é válido referenciar o Imperativo Categórico de Kant, em que uma ação para ser ética deveria estar relacionada com o benefício do corpo social. Posto isso, o indivíduo, que compra mercadorias falsificadas, tem como finalidade o benefício próprio e não do corpo social, visto que essa ação acarretará menores arrecadações de impostos e diminuirá cargos de trabalhos. Assim, diante do cenário, convém ao Estado a fiscalização das transações desses produtos.
Destarte, medidas são necessárias para atenuar a conjuntura supracitada. Sendo assim, compete ao Ministério da Economia e ao Ministério da Justiça criar propagandas em TV aberta mostrando os prejuízos financeiros da pirataria, bem como a divulgação de um aplicativo feito por meio de parceiras com empresas de tecnologias. E, esse app deve conter uma aba “denúncias” para a população ajudar o governo identificar mercadorias falsas. Enfim, espera-se, com essas ações, frear a pirataria no Brasil.