As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 11/11/2021
“Olha o rapa!” é uma expressão utilizada por vendedores ambulantes de produtos falsificados, para se referir a fiscais e políciais militares nas ruas. Nesse contexto, tal expressão já está popularizada devido ao aumento da prática da pirataria na sociedade contemporânea. Desse modo, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência governamental e a mentalidade capitalista.
Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho a consolidação de uma solução a displicência estatal. De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, algumas instituições deixaram de cumprir sua função social, tornando-se “zumbis”. Nesse sentido, a crítica baumaniana pode ser atribuída ao Ministério da Economia que apesar de ser afetado diretamente por tal prática não detém de meios para coibir a venda de produtos ilegais, por exemplo em parceria com o Ministério da Defesa para fiscalizar chegada produtos ilegais, principalmente em regiões fronteiriças com o Paraguai e nos portos com contêineres oriundos da China. Sendo assim, o fato da máquina pública ser a maior afetada por essa prática danosa, é ilógico que essa continue a ser omissa.
Outrossim é igualmente preciso apontar a busca pelo lucro exacerbado como coajuvante no revés. Nesse sentido, para o filósofo Alemão Karl Marx a econômia determina a sociedade. Consequentemente, o modelo econômico atual conhecido como capitalismo -no qual o principal objetivo se dá pela obtenção de capital- está, diretamente ligado ao exercício da pirataria, uma vez que donos de grandes indútrias de consumo aumentam os valores de seus artefatos, visto que desejam maior faturamento possível. Por outro lado, parcela da sociedade detentora de menor poder aquisitivo, acaba tendo que recorrer a réplica desses produtos, encontrados, sobretudo nos grandes centros comerciais, com o objetivo de adquirir mercadorias de menor valor. Logo, enquanto o valor dos produtos não for condizente com a renda da população o problema persistirá.
Depreende-se, portanto a necessidade de combater a pirataria. Para isso, o Ministério da Economia deve destinar verbas para ampliar os recursos de controle de objetos piratiados, por meio da contração mais funcionáriois dispostos, especificamente em inspecionar cargas vindas do exterior, principalmente, da China, a fim de diminuir a entrada de produtos falsificados no país. Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores deve desenvolver um projeto em parceria grandes donos de indústrias, para diminuir taxação de produtos em troca de diminuir os valores no mercado para aumentar o número de possíveis compradores. A fim de possibilitar aos brasileiros produtos com qualidades melhores. Dessa maneira, o Brasil poderá superar o problema.