As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 18/11/2021
Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto, visto que as consequências da pirataria para a sociedade apresentam barreiras. Esse cenário antagônico é fruto tanto de uma má influência midiática quanto de um silenciamento.
Precipuamente, é fulcral pontuar o papel midiático como promotor do problema. Conforme Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento da democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Logo, fica evidente a importância das mídias digitais, dado que 84 a cada 100 jovens de 15 a 34 anos baixam conteúdos gratuitos na internet, de acordo com o site “Dando Nota”, que contribuem na dificultação da resolução do tema e faz com que a rede virtual se torne um mecanismo de opressão, consequentemente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de discussão como causa latente no impasse. Consoante Foucault, alguns temas são silenciados para que estruturas de opressão sejam mantidas. Nesse contexto, fica explícita a falta de informação da população, que não reconhece o malefício da pirataria, tendo como fonte o site de notícias “G1” da Globo, e como a presença de indivíduos com conhecimento se faz imprescindível.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Para isso, é preciso que o Governo em parceria com influenciadores digitais que se voluntariem, criem um projeto que vise disseminar informações acerca da influência que a cultura da cópia de conteúdos originais promove, por meio das redes sociais. Tal projeto deve, ainda, conter uma “hashtag” própria para maior compartilhamento do assunto. Dessa forma, espera-se formar cidadãos atuantes na causa, de maneira precisa, democrática e se aproximar da Utopia de More.