As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 11/08/2022

Menor geração de empregos. Trabalho infantil. Prejuízo em impostos. Essa enumeração evidencia algumas, dentre, as diversas consequências da pirataria. Nesse sentido, apesar de ser considerada crime, vigente em Lei, é notório que a prática de comercializar produtos falsificados ainda é muito recorrente no Brasil. Contudo, a banalização desse ato deve ser combatida e consequentemente o comércio ilegal para, assim, atenuar seus impactos negativos para sociedade.

Por esse viés, a naturalização desse crime estimula cada vez mais sua existência. Nesse contexto, na obra “O que faz Brasil, Brasil?” o autor Roberto Damatta retrata a realidade da sociedade, no que diz respeito ao legado de procurar meios mais fáceis de resolver ou adquirir as coisas, o chamado: jeitinho brasileiro. Assim, a pirataria é uma das mazelas advindas desse “jeitinho”, uma vez que não é pensado em toda lógica corrupta por traz, fazendo com que se torne um ato cotidiano e simples. Posto isso, é importante colocar em prática a criticidade e ponderar os efeitos negativos ao comprar um produto pirateado, visto que estará sendo cúmplice de crime.

Ademais, as consequências da pirataria devem ser amplamente expostas, visto que os mais afetados são os próprios cidadãos. Dessa maneira, o documentário “Desserviço ao consumidor” revela toda corrupção por traz da falsificação, em que impostos são sonegados (diminuindo o investimento social no país), substâncias tóxicas são viabilizadas, sobretudo, em maquiagens, assim como, brinquedos não são adequadamente vistoriados pelo “Inmetro”, o que os torna um perigo às crianças, bem como a menor geração de empregos formais, usando trabalho infantil e exploratório. Constata-se, então, que a pirataria é um ato de “desserviço” a própria vida e ao desenvolvimento de um país.

Destarte,a escola, como instituição capaz de promover a transformação social, em conjunto com a iniciativa privada, deve fornecer ferramentas, como documentários, como projetos e como aulas, para a formação de uma massa crítica o suficiente que desconstrua, aos poucos, do imaginário popular, o “jeitinho brasileiro”. Tudo isso, a fim de amenizar os impactos dessa mazela e proporcionar maior desenvolvimento nacional.