As consequências da pirataria para a sociedade
Enviada em 16/09/2022
Com o início da Revolução Industrial, diversos tipos de tecnologias foram disponibilizadas para todo o mundo. Todavia, apesar de trazer facilidades e melhorias para a vida, trouxe também, pontos negativos como a pirataria. Nesse contexto, é notável que esse crime é recorrente devido à desigualdade social que não permite o acesso à cultura para todos. No entanto, é imprescindível destacar que essa violação traz prejuízos financeiros para as indústrias que produzem os conteúdos que são “roubados”, desvalorizando-os.
Primeiramente, vale ressaltar que a Constituição federal garante o direito ao acesso à cultura para todos. Entretanto, é perceptível que essa não é a realidade de grande parte dos brasileiros. Nesse cenário, os cidadãos com baixo poder aquisitivo, sem condições para assinar com plataformas oficiais, “escolhem” a pirataria como um meio de se conectar com o mundo, por meio de conteúdos, baixados ilegalmente pela internet, o que difere da vida das pessoas com condições financeiras favoráveis que não precisam se arriscar para ter acesso.
Ademais, segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria, FNCP, no período de 2015 a 2016, houve cerca de 1,7 bilhão de acessos em sites com conteúdos pirateados. Em virtude desse grande número, as empresas perdem milhões de reais por ano, o que acaba por causar a falta de empregos na área e até mesmo demissões. Além de que, como não há a compra desses serviços, muitos indivíduos ao normalizar essas violações, deixam de dar importância a esse tipo de trabalho, e passam a desvalorizar até mesmo os artistas que atuam na área. Assim, isso leva a desmotivação e no pior dos casos a desistência da carreira.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Posto isso, cabe ao Ministério da Cidadania, responsável pelas políticas públicas de diversas áreas, inclusive da cultura, promover o auxílio para pessoas de baixa renda em prol a acessibilidade de lazeres culturais, através de projetos em parceira com as plataformas de distribuição digital, na qual permita que o usuário possa pagar pelo preço de acordo com a sua renda, por meio de fiscalizações de dados. Espera-se que, assim, a população consiga se entreter sem cometer crimes, dessa forma, diminuindo gradativamente as consequências da pirataria para a sociedade.