As consequências da pirataria para a sociedade

Enviada em 05/11/2022

Na novela brasileira “Império”, o personagem Domingo Salvador, possui um talento particular para à pintura, entretanto, por possuir esquizofrenia, é facilmente coagido por golpistas que roubam suas obras e alteram à originalidade, vendendo-as sem reembolsar o artista. Saindo da ficção, o Brasil atual enfrenta implicações com a pirataria, consequências da sociedade pós-capitalismo da era moderna.

Nessa perspectiva, com o advento do mundo globalizado e o surgimento da sociedade capitalista, o consumo se tornou o ápice da normalidade do homem moderno do século XXI, ignorando a atenção à cultura, alterando o olhar deste seguimento do desenvolvimento, como na obra “A República” do filósofo Platão, que afirmava a arte, a música e a poesia a base do desenvolvimento da educação e sociedade. Tal pensamento, relaciona com a sociedade atual, em que a arte não é mais classificada como a base de ensino, mas sim como consumo e lazer, um revés que precisa ser debatido.

Outrossim, o ideal de pertencimento na sociedade atual, baseado em bens de consumo e não de conhecimento, torna cíclico o consumo exacerbado da pirataria no mundo moderno, complementando os dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), que apontam o Brasil como o segundo maior consumidor de pirataria no mundo, em 2019, cerca de 1.6 bilhões de arquivos pirateados, alterando a originalidade, como na novela “Império”, em que o artista é submetido à produção sem receber algum mérito.

Infere-se, portanto, que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Cultura e Educação, através de políticas públicas, deve alterar o ensino brasileiro, implementando novas correções em sala de aula, impulsionando os alunos na arte, incentivando-os ao consumo consciente de obras e arquivos. Tais ações, devem alterar o modelo atual de consumo exacerbado e, consequentemente, a ilusão de que possuir, de maneira ilegal, produtos do mercado é a nova era do mundo moderno.