As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 07/10/2025

No livro “A Guerra da Papoula”, a personagem Rin tem uma grande prova para fa-zer e um curto período de tempo para estudar. Depois de algumas semanas, seu rendimento já não era o mesmo pelo cansaso e cobrança, e por isso, ela pinga cera de vela na pele para a dor não deixá-la dormir. Fora da ficção, jovens tendem a ser menos radicais, porém, se expõem a riscos que custariam a vida, como o uso inde-vido de estimulantes, e a cobrança da própria família para ser o melhor em tudo que está apto a fazer. E para isso, precisamos nos atentar.

A princípio, é pertinente ressaltar que a omissão estatal é uma das razões pelo qual o problema perdura. De acordo com o Artigo 6º da Constituição Federal, pro-mulgada em 1988, é dever do Estado assegurar uma saúde de qualidade a todos os cidadãos do Brasil. No entanto, ao se analisar a facilidade de compra e venda de estimulantes com a composição banhada de cafeína e outros componentes para “pensar melhor”, torna-se claro que essa premissa constitucional não é valorizada em âmbito nacional. Dessa maneira, é necessário observar e restaurar essa má atuação do governo, que provoca e dá força a uma realidade entristecedora: o au-mento contínuo de jovens utilizando substâncias para melhor desempenho.

Além disso, a popularização de doutrinas capitalistas e a disseminação midíatica de rotinas extravagantes e muito irreais são fatores que contribuem para roman-tização da produtividade. Ideais capitalistas tem uma valorização a pessoas que se dedicam fielmente ao propósito e superam desempenhos na escala produtiva. Isso atrelado aos perfis de rotina da internet e a família - que deveriam ser lugares para lazer e auxílio - , mostram que se você for da mesma forma, você será vencedor igual, o que na verdade, é uma falácia, pois isso ataca diretamente sua mente com cobranças e ideais que na visão da sociedade, são irrefutáveis.

Dessarte, é imprescindível que o Estado providencie medidas para combater o quadro atual. Junto com o Ministério da Saúde, suspender a distribuição de remédios sem prescrição médica, tendo como público-alvo os jovens que se medicam pelo melhor desempenho. E para as famílias, propagandas midíaticas para concientização de cobranças e auxílio aos jovens do Brasil. Para que a dor na pele de Rin não se torne a dor na alma dos jovens brasileiros.