As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 16/05/2022

A cantora e compositora norte-americana Olivia Rodrigo critica em sua canção in-titulada “Jealousy Jealousy” a pressão exercida sobre os jovens e enfatiza as conse-quências negativas desse problema, tal como o transtorno de ansiedade. Analoga-mente, esse é um cenário muito comum na sociedade contemporânea, haja vista a cobrança que muitos adolescentes sofrem. Com efeito, é preciso observar como a falta de diálogo com os pais e a ausência de ajuda psicológica fortalecem o proble-ma.

Em primeiro plano, é necessário destacar a família como principal intensificadora da visão deturpada que muitos jovens possuem sobre o seu próprio futuro. Nesse sentido, de acordo com Freud, o fundador da psicanálise, os pais têm maior influ-ência sobre seus filhos nessa fase da vida, e o medo de desapontá-los pode trazer transtornos emocionais graves, por outro lado, se a família acolhe o adolescente, contribui para um quadro psíquico saudável. Dessa maneira, é essencial que os adultos responsáveis conversem com seus filhos para evitar pressões desnecessa-rias sobre o futuro.

Ademais, é válido ressaltar como a ausência de ajuda psicológica corrobora tal re-vés. Nesse contexto, no álbum musical “Sweetener”, a cantora Ariana Grande im-plica que para se livrar de pressões cotidianas e ter uma vida de qualidade, é fun-damental procurar ajuda de um profissional terapeuta. Contudo, a maioria dos jo-vens não cuida de suas questões psicológicas como deveria, o que acaba por piorar o período conturbado por cobranças nessa faixa etária. Desse modo, é inadmissível que os adolescentes ainda não tenham o apoio psíquico necessário.

Portanto, caminhos devem ser efetivados para reduzir os entraves supracitados. Logo, é dever do Ministério da Educação, promover palestras nas instituições de ensino, que objetivem orientar os pais e responsáveis pelos jovens e adolescentes sobre a importância de ajudar e buscar entender esse grupo civil, a fim de reduzir as pressões causadas pela falta de diálogo. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, incentivar campanhas que estimulem essa faixa etária a buscar ajuda pro-fissional para lidar com essa fase. Assim, as pressões exercidas sobre os jovens e suas consequências diminuirão progressivamente.