As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 17/05/2022

A Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, propõe que um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se o perturbador índice de jovens que permanecem inertes, já que muitas pessoas desconhecem as consequências das cobranças exercidas sobre os jovens. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da omissão social e ao descaso governamental.

Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo da omissão social em relação às consequências do excesso de cobrança sobre os jovens, tendo em vista que a normalizção desse proplema acarreta em uma juventude mais ansiosa e angustiada a respeito do seu futuro. Nesse sentido, soma-se o conceito de Arendt ao de Newton, pois ambos contribuem para o explicar da perpetuação desse mal.

Além disso, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de acesso a educação a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas pessoas ainda não gozam dessa constituinte, em virtude do descaso governamental. Com isso, grande parte deles colocam suas expectativas nos filhos e acabam por pressionar o jovem para que tenha uma carreira de renome, sem considerar as consequências dessa influência excessiva. Tendo isso em vista, é necessário que o problema seja combatido desde a origem, ou seja, investindo mais na educação socioemocional para pais e filhos.

Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, Ministério da Educação, diretores de escolas e mídias. Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a evidência das consequências da pressão exercida sobre os jovens. Isso será feito a fim de remediar a omissão social e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.