As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 18/05/2022

O livro 1984, de George Orwell, é uma distopia que fala sobre como é extremamente ruim viver em um sistema opressor, e também a revolta que essa convivência gera no homem. Não distante da obra, hodiernamente, o problema da pressão exercida sobre os jovens gera muitas consequências. Dessa forma, faz-se necessário um olhar crítico sobre o assunto, que tem a má influência da mídia e a lógica capitalista como principais causas.

Nesse sentido, observa-se a má influência midiática presente no cenário. Pierre Bordieu defende que: “O que foi criado para ser objeto democrático não pode ser convertido em mecanismo de opressão”. No mesmo viés, repara-se que a comunicação social, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da juventude, influencia na consolidação do problema, uma vez que não propaga informações sobre a importância do cuidado com a saúde mental nesse período de decisões que os jovens enfrentam, o que torna o assunto além raro, insignificante. Portanto, é mister refrear essa fonte.

Outrossim, a priorização de interesses financeiros é um fator atuante no contexto. Bauman afirmou que : “Os valores da sociedade estão sendo colonizados por uma lógica financeira.” Sob essa óptica, nota-se que a tensão em cima dos jovens reflete de uma preocupação exacerbada apenas com um futuro financeiro próspero e o quão perfeito ele precisa ser, e com isso os familiares e amigos não se lembram do lado emocional do menor envolvido na história e como ele pode ser prejudicado por esse pressionamento. Logo, urge inverter esse razão.

Em síntese, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática. Para isso, o Estado deve, por meio de diretrizes de investimento, implementar campanhas nas redes sociais sobre o tema, de forma que utilize relatos verídicos de jovens que obtiveram apoio dos familiares no lugar de pressão, para que torne o assunto conhecido entre o povo. Deve, ainda, por meio de comerciais em televisões, alertar sobre as possíveis consequências dessa opressão, a fim de que o raciocínio financeiro não seja mais prioridade e não interfira mais na resolução da adversidade. Sendo assim, viver em um sistema opressor fará parte apenas do livro.