As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 27/07/2022

A filósofa Hannah Arendt, em sua obra Banalidade do Mal, diz que o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano. Em paralelo a obra, as consquências da pressão exercida sobre os jovens vem sendo persistente no cotidiano, a ascensão do Sistema Capitalista foi um grande catalizador, pois cria uma responsabilidade para os jovens sejam mais produtivos e gerem mais lucro, por estar em uma idade boa e com disposição para produzir. Contudo, essa expectativa prejudica não só a saúde mental, mas também a física.

Sob essa pespectiva, é clara a influência negativa que a pressão causa na saúde mental dos jovens, essa que acontece mesmo antes dos 18 anos de idade, seja para tirar uma nota boa na escola, ou até mesmo passar na faculdade dos sonhos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro Geral de Estatística), mais de 10% dos jovens entre 16 e 20 anos têm depressão ou traumas psicológicos que carregarão consigo por toda vida. É evidente que o excesso de cobrança não é bom para a saúde mental e tão pouco para os resultados nos estudos, pois sem uma mente boa, não há como estudar produtivamente.

Outrossim, é o prejuizo na saúde física, pais e responsáveis cobram seus filhos para que estudem de forma insana, horas e horas todos os dias, de forma que é insustentável manter de forma saudável, por isso cada vez mais se normaliza o uso de estimulantes, seja para ficar acordado, ou até para tentar ter mais concentração. Conforme o IBGE, no Brasil, o uso de estimulantes aumentou em 325% na última década, reflexo de uma maior autocobrança e da busca extrema por resultados em trabalho e estudo. Embora estimulantes gerem ansiedade e insônia, o jovem vê a cobrança excessiva pior do que as consequências do uso dessas substâncias.

Portanto, são notórias as consequências da pressão exercida sobre os jovens. Nesse viés, é necessário criar campanhas nas redes televisivas, feitas e administradas pelo Estado, de forma que explique aos pais todas as consequências de exagerar nas cobranças, além de incentiva-los dialogar mais e buscar entender melhor seu filho. Desse modo, espera-se frear as consequências da pressão sobre os jovens.