As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 19/05/2022
Aos 17 anos é tido como normal na sociedade que o principal objetivo do adolescente deva ser estudar para entrar numa boa faculdade, seja para um “futuro brilhante” ou para ter sucesso na vida. Escutar a expressão “perda de tempo” ao se divertir jogando ou saindo com amigos se torna comum, e frases motivacionais como “estude enquanto eles brincam” passam a fazer parte do cotidiano. Porém, em meio a isso tudo, onde estará o espaço de lazer e conforto do jovem se em sua própria família não há?
Em 2011, uma pesquisa apresentada em reportagem da G1 revelou que 62% dos estudantes em fase de vestibular sofrem de ansiedade e estresse, sendo que 24% desses relataram que as principais causas eram os pais. Já uma reportagem de 2018 da Folha de Pernambuco apresentou os relatos de estudantes sobre pressão famliar. Um dos depoimentos foi o de Nathália Christiny Silva Mendes, candidata ao ENEM da época, que relatou marcas de estresse no corpo e a necessidade de uso de calmantes naturais para ficar tranquila.
O relato de Nathália mostra o cotidiano de muitos dos jovens brasileiros atualmente, que fazem uso de medicamentos para conciliar com as exigências diárias. Uma substância famosa é o metilfenidato, conhecido como “fórmula mágica” da cognição. O medicamento é recomendado para TDAH, porém foi popularizado e é muito utilizado pelos estudantes hoje em dia. Fernando Freitas, pesquisador da Ensp/Fiocruz, aponta que esses medicamentos contendo a substância provocam um efeito calmante e alteram a química do cérebro, fazendo assim as pessoas se tornarem dependentes da droga.
As consequências de uma falta de apoio emocional e simpatia às pressões dos jovens não para apenas em remédios e estresse, podendo muitas vezes levar à depressão e falta de proatividade por parte do educando, que poderá os seguir até a fase adulta. Cabe ao círculo familiar do jovem dar o apoio que ele necessita para seguir suas próprias ambições, dando conselhos nas horas certas. E campanhas do Mnistério da Educação direcionadas aos pais são necessárias para que haja uma concientização maior acerca do tipo de pressão que faz mal ao jovem. Por parte dos pais a necessidade de uma confiança em seus filhos é a mais importante.