As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 20/05/2022
“O filho do vizinho passou em primeiro lugar”. “Sua prima passou de primeira.” “Mas você só estuda, como não passa?” Esses são alguns comentários desnecessários que os estudantes são submetidos frequentemente no período pré-vestibular. Embora seja um momento extremamente delicado para os jovens, a pressão externa sobre eles só agrava ainda mais a situação, em virtude de ocasionar consequências graves tanto na saúde mental quanto na parte física.
Primeiramente, essa pressão social desmedida gera uma nova geração de adultos que não aprendem a administrar as suas emoções. Sob esse âmbito, no livro Ansiedade, do psicanalista Augusto Cury, ele analisa que o ritmo frenético do mundo contemporâneo corroborou para alterar o ritmo dos pensamento. Com isso, os jovens pressionados com as expectativas familiares de bons resultados, somado com quantidade exorbitante de conteúdos escolares não conseguem diminuir a velocidade do fluxo de seus pensamentos. Dessa maneira, acabam desenvolvendo a ansiedade e em casos mais graves depressão.
Ademais, já existe uma cultura enraizada de medicalização que se agrava entre os jovens dentro desse contexto. Nesse sentido, a indústria farmacêutica, detentora de grande influência, vende a ilusão da facilidade para resolver a questão do desempenho e concentração por meio de medicamentos. Diante desse cenário de estudos desenfreados, os estudantes acabam recorrendo a substâncias viciantes, como cafeína ou ritalina, para aumentarem o rendimento escolar sem se preocuparem com os efeitos danosos que esse uso indiscriminado pode causar.
Portanto, essa pressão coercitiva sobre os jovens gera consequências danosas para a saúde no geral. Para reverter esse quadro, é necessário que o Ministério da Educação - responsável por administrar as diretrizes escolares de todo o país - reformule a base nacional comum curricular, por meio da introdução de aulas com psicólogos que desenvolvam a inteligência emocional do estudantes, para que eles aprendam como desacelerar seus pensamentos. Além, de projetos escolares optativos que disponibilizem aulas como yoga, gastronomia, meditação e esportes, a fim de ofertar atividades que ajudam na construção de um ser humano saudável e não apenas um profissional exemplar.