As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 21/05/2022

O processo de globalização, o qual se intensificou com o avanço tecnológico durante o final do século XX e início do século XXI,provocou mudanças na dinâmica do trabalho.Uma dessas mudanças é a maior instabilidade empregatícia,o que implicou na intensificação da pressão familiar em relação à escolha profissional dos filhos.Contudo,a interferência exacerbada pode trazer riscos à saúde mental, física e gerar infelicidade para o jovem.

Dessa forma, a preocupação excessiva dos pais podem levar os estudantes a transtornos psíquicos. Byung-Chul Han,na sua obra “Sociedade do cansaço”,explica que a busca pelo sucesso e produtividade de forma acentuada - como se os indivíduos fossem capazes de fazer e ter tudo - irrompem no esgotamento físico e neurológico.Os familiares,inseridos nessa lógica da “Sociedade do cansaço”, pressionam seus filhos em direção ao sucesso,mas podem ocasionar esgotamento, ímpeto suícida e depressão,como consequência,segundo o autor.

Além disso,o controle e a pressão avultada dos pais sobre o futuro do estudantes, tem como consequência a infelicidade.Nina,personagem principal do filme “Cisne negro”,sofre com o controle obssessivo de sua mãe em direção ao seu sucesso de se tornar a bailarina principal.Uma das problemáticas é a mãe tratar a filha como uma criança,da qual é possível depreender que a perspectiva da família sobre seus filhos,embora já inseridos ou quase inseridos na vida adulta,trata-se de uma perspectiva infantilizada.Assim,reprimir os passos daqueles em direção a um futuro próprio pode originar a infelicidade tal como foi vivida por Nina,a qual, por fim,suicida-se em meio a alucinações.

Portanto, o Ministério da Educação criará o plano “Família na escola”, em conjunto com escolas estaduais, municipais e privadas. As famílias serão convidadas semestralmente para debater as novas dinâmicas impostas pela globalização, em torno da demanda excessiva por produtividade sobre os estudantes. Instruídas por um psicólogo, de forma a sensibilizar sobre os riscos à saúde mental e física, como consequência dessa lógica conjuntural. Destarte, os jovens - autônomos de si - com futuros promissores, serão tratados de forma humanizada, como humanos que são e não mais como crianças ou robôs produtivos.