As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 22/05/2022
A animação da Pixar “Red: crescer é uma fera” mostra a rotina da jovem Meilin, a qual enfrenta, além dos desafios inerentes à adolescência, a excessiva pressão familiar sobre suas escolhas e o medo de desagradá-los. Assim como a personagem, no Brasil, muitos jovens na fase escolar lidam com uma grande pressão social e familiar em relação à escolha do curso e à aprovação no vestibular. No entanto, percebe-se que, diante dessa coercitividade, pode ocasionar algumas consequências como o desenvolvimento de problemas de saúde mental e a busca de substâncias psicoativas para uma melhor performance nos estudos.
Primeiramente, a coerção feita sobre os jovens em terminar o ensino médio, saber qual curso fazer e ser aprovado no vestibular a fim de obter sucesso profissional, é considerda um fato social, conceito cunhado pelo sociólogo Émilie Durkheim, que é definido como uma norma que dita os comportamentos em uma sociedade. Nesse sentido, aquele que transgride essa regra não é bem visto pela sociedade. Entretanto, diante dessas exigências sociais e da inexperiência em lidar com as próprias agústias, muitas doenças acabam se desenvolvendo, como a depressão e a ansiedade. Essas doenças mentais estão afetando os jovens de forma coletiva, exemplo disso são os constantes chamamentos de atendimento médico motivado por crises generalizadas em ambientes escolares, frequentemente reportado pela mídia televisiva.
Ademais, devido a sobrecarga de exigências escolares e familiares sobre os jovens, como é mostrado na rotina de Meilin, muitos vão em busca de medicamentos para a obtenção de melhores resultados e para a realização de mais atividades em menos tempo. Para o filósofo Byung Chul-Han, atualmente, vive-se a sociedade do desempenho, em que se exige cada vez mais resultados e alta performance no que se faz, o que acaba custando a saúde física e mental.
Diante do exposto, algumas medidas devem se tomadas pelo Ministério da Educação, como a abertura de mais vagas nas universidades públicas, por meio da publicação de resoluções e o aumento dos orçamentos, a fim de que diminua a intensa competitividade e pressão sobre os estudantes. Assim, será possível a diminuição dos impactos causados pelas pressões sociais sofridos pelos jovens.