As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 21/05/2022
A Constituição Federal promulgada em 1988 tem como princípio básico o direito à saúde. Contudo, as pressões exercidas sobre os jovens ferem a legislação. Isso ocorre devido à falta de políticas públicas efetivas e à ausência de consciência de grande parte da população sobre a importância do problema. Dessa maneira, essa realidade constitui um desafio a ser resolvido não somente pelos poderes públicos, mas também por toda a sociedade.
Inicialmente, a Constituição Federal de 1988 prevê, como garantia fundamental, o direito à saude. Contudo, o próprio Poder Estatal, pela falta de políticas públicas, agride a legislação. Isso, porque o Estado não investe na promoção da saúde mental dos jovens brasileiros. Logo, essa negligência estatal representa uma das causas do problema.
Ademais, é necessário frisar que a falha do Sistema de Ensino em apenas lecionar conteúdos para serem aplicados em uma prova, gerando uma grande pressão nos jovens, com o objetivo de somente terem notas boas é capaz de limitar a própria compreensão do indivíduo. Posto isso, é pertinente trazer a frase de Rubem Alves “Há escolas que são asas e há que são gaiolas”. Isso significa que caso o aprendizado não promova a pessoa para o pleno conhecimento da realidade na qual está inserido - como conversando sobre promoção da saúde física e mental - eles serão incapazes de assumir a plena consciência da importância do tema.
Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de que o Estado crie ações governamentais, por meio das verbas disponíveis, que promovam a saúde mental e o bem-estar dos jovens, como o incentivo ao esporte e alimentação saudável. Sobretudo, cabe à sociedade, em parceria com a mídia e as escolas, palestar sobre a realidade dos jovens, escuta-los em suas necessidades, prepara-los psicologicamente e emocionalmente para a fase adulta, de modo a evitar grandes cobranças. Portanto, a questão das consequências das pressões aos adolescentes será amenizada.