As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 05/08/2022

Segundo o filósofo Émile Durkheim “vivemos em uma civilização extramamente opressora, onde você pode ser tudo o que quiser, tudo o que sonhar, menos você mesmo.” Assim mostra-se relevante pensar nas consequências da pressão exercida sobre os jovens, uma vez que, os casos de depressão e suicídio configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.

Em primeiro plano, podemos destacar a depressão. Isso porque a fome grave da doença pode desencadear o suicídio. Segundo o psiquiatra Rodrigo de Almeida Ramos, mais de 90% dos pacientes que se suicídam apresentam alguma doença mental relacionada. Contudo, isso pode estar relacionado também com as constantes pressões na adolescência, tais como: preocupação com a escola, faculdade, deveres, mercado de trabalho e uma vida social ativa. Pressões que chegam cedo demais para jovens que não estão preparados psicologicamente.

Ademais, cabe ressaltar que o suicídio muitas vezes vem como uma “saída” para os problemas. Prova disso recai nos índices que segundo pesquisa da Insurtech Brasileira Azos, o número casos de suicídio no Brasil aumentou em 28%. Fato que pode estar relacionado também com o tabu ainda vigente em nossa sociedade sobre psicólogos e psiquiátras que são profissionais especializados em saúde mental.

Dessa forma, com o objetivo de alterar ou minimizar a pressão exercida sobre os jovens, é dever do Ministério da Educação promover palestras e atividades interativas sobre o assunto nas escolas, para assim conscientizar os jovens e adolescentes sobre os sintomas da depressão, e também a quem comunicar caso estejam com esses sintomas. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas nos canais de televisão como comerciais, e também multirões em postos de saúde com o objetivo de avaliar os sintomas dos pacientes. E somente assim, teríamos a conscientização sobre a depressão e a diminuição dos casos de suicídio