As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 22/05/2022

É incontrovertível que a conjuntura hodierna configura-se moderna, globalizada e sobretudo, marcada pela pressão e competitividade. Tais características são análogas ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman no que tange à forma como as relações atuais se dão na modernidade líquida, bem como suas consequências para os indivíduos. Não obstante, o pensamento do sociólogo polônes se faz cada vez mais presente na contemporaneidade, uma vez que a pressão exercida sobre os jovens, tanto pela sociedade quanto pela família, é uma realidade que causa malefícios, por vezes, irreparáveis.

Primeiramente, na obra ‘‘A Sociedade do Espetáculo’’, o escritor Guy Deboard ressalta como a sociedade valoriza de modo excessivo o ter em detrimento do ser, ou seja, o status social. Dessa forma, os jovens tendem a se sentir pressionados durante a escolha da sua área de estudo, e muitas vezes desistem de carreiras artísticas, que na visão social, são menos qualificadas e desprovidas de status social em relação às áreas médicas ou judiciais, por exemplo. Logo, a pressão exercida pela sociedade oprime o indivíduo, induzindo-o a tomar decisões irrefletidas acerca do seu futuro que podem culminar em distúrbios emocionais relacionados ao trabalho, por exemplo, as síndromes de Burnout e do Impostor.

Outrossim, Durkheim na obra ‘‘O Suicídio’’, pontua que a depressão e o suicídio afetam de forma desenfreada os jovens por diversos fatores. Assim, conforme dados de uma pesquisa com pais de alunos em cidade mineira, 85% deles afirmaram que têm sentimentos negativos sobre o futuro profissional dos filhos. Nesse sentido, a pressão exercida pela família leva com frequência ao uso de drogas estimulantes para o estudo, como a cafeína, as quais podem causar dependência, sujeitando-os a desenvolver a depressão, que pode levar ao suicídio.

Portanto, medidas são necessárias para intervir no impasse. É preciso que as escolas das redes públicas e privadas, juntamente com o corpo estudantil, levem à Câmara dos Deputados um projeto de lei que torne obrigatória a presença de psicólogos nas escolas, com o fito de orientar os estudantes acerca da escolha profissional, além de acompanhamento psicológico. Tudo isso deve ser feito para mitigar as consequências da pressão exercida sobre os jovens nos âmbitos sociais.