As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 25/05/2022
Em 1889, o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a pressão exercida sobre os jovens. Nessa perspectiva, tal panorama ainda vigente decorre de uma vasta negligência governamental agregada a uma banalização pública e familiar, as quais acarretam o aumento dos índices de transtornos psicológicos acerca desta parcela populacional.
Diante desse cenário, é fulcral salientar que o descaso por parte dos governo é um dos motivos para que tal fator se mantenha. Isso porque o sistema público educacional faz com que os estudantes de baixa renda- os quais, segundo pesquisas do site G1, representam mais de 65% entre as escolas do país- tenham que estudar, trabalhar e ajudar nas tarefas de casa. Outrossim, corrobora-se também a ineficiência das autoridades administrativas em contratar profissionais que busquem promover o melhor aprendizado e bem-estar do aluno, visto que, muitas vezes, eles são tratados com desprezo e repulsão.
Ademais, outro fator que cabe abordar trata-se da banalização pública e familiar, a qual ratifica a prerrogativa de que o jovem deve, necessariamente, se formar, adentrar em uma faculdade e trabalhar. Contudo, essa concepção imposta acerca dos adolescentes desencadeia-lhes sentimentos de angústia e ansiedade, pelo fato de terem que decidir novos demais um coeficiente que impactará o restante de suas vidas. Sendo assim, a música “Tempo Perdido” da banda Legião Urbana afirma que “temos nosso próprio tempo” visão que deve ser passada aos jovens.
Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, promova políticas públicas afim de sanar essa adversidade. Para tanto, é primordial a implementação de leis, as quais garantam a efetivação dos direitos humanos para a juventude, através de palestras acerca da saúde mental e descontrução da ideia atribuída a eles, bem como, na contratação de profissionais de qualidade para a rede pública de ensino. Em suma, será possível almejar a diminuição dos casos de transtornos psicológicos e o cumprimento da adaptação feita na bandeira nacional em 1889.