As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 23/05/2022
O livro ‘‘Mindset’’ relata sobre as maneiras adequadas de se educar um filho em situações delicadas como a decisão de seu futuro, afirmando ser insatisfatório e perturbador ao jovem uma pressão que custará toda a sua vida profissional, acarretando em infelicidade, angústia e um possível fechamento de determinada matricula ou profissão, desperdiçando tempo e conhecimento na área de fato desejada pelo jovem. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da desnecessária pressão exercida sobre um jovem e os problemas futuros decorrentes de uma ação precipitada.
Em primeira análise, evidencia-se a pressão desnecessária de um pai exercida sobre um jovem imaturo que acabou de atingir a maioridade, garantindo que determinado curso ou universidade proporcionará a melhor qualidade de vida ou estabilidade financeira, mesmo sendo contra a vontade da pessoa. Sob essa ótica, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 60% dos pais decidem ativamente na escolha do futuro para o filho, impossibilitando a escolha do individuo e desgastando suas decisões pessoais. Dessa forma, fica evidente o baixo desempenho do jovem, que combina a pressão com o desgaste parental em decisões pessoais, além da capacidade de tomar decisões próprias.
Além disso, é notório os problemas desenvolvidos através da pressão exercida por pais controladores, afetando diretamente a autorresponsabilidade e a maturidade de construir o próprio futuro de maneira livre e autônoma. Consoante a isso, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”, assim como afirma o pensador confúcio, que de maneira análoga, deve-se oferecer o apoio necessário mas não se deve interferir nas decisões tomadas pelo jovem. Desse modo, apoiar as decisões do filho é mais importante do que pressioná-lo.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter o problema abordado. Os pais devem evitar a pressão constante e parar de decidir ativamente nas escolhas para o futuro do adolescente por meio do controle emocional e ajuda indireta, de modo que obtenham o livre arbitrio sobre suas próprias decisões e vontades sem nenhuma interferência parental. Assim, deve-se haver uma sociedade de jovens mais satisfeitas e orgulhosas sobre o futuro que escolheram.